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SAMÝRA MURADDY

O CULTO À DEUSA

"Eu sou Bastet, a deusa dos mistérios da natureza".

BASTET, a deusa gata. Protetora dos gatos, das mulheres, da maternidade, da cura. Era guardiã das casas e feroz defensora dos seus filhos, representando o amor maternal.
Deusa Solar, mas como uma felina tem também grande ligação com a Lua, porque a luz e a magia da Lua influência a todos os felinos e a fertilidade.


O Templo de Bastet, era em Bubastis (cidade do Delta do Nilo), cujo nome em egípcio "Per-Bast" (significa "a casa de Bastet"), mantinha gatos sagrados que eram embalsamados em grandes cerimônias quando morriam, porque eram considerados como encarnação da deusa.


Bastet, Bast, Ubasti, Ba-en-Aset ou "Ailuros", palavra grega para gato. O nome egípcio para o gato era “Mau”.

Bastet é uma das esposas de Rá (deus Sol), com quem foi mãe de Nefertum e Mihos.

É representada como uma Gata Preta, com um brinco e um colar ou uma mulher com cabeça de gato segurando um sistro, instrumento musical sagrado.

Os antigos egípcios representavam os seus deuses com aspecto humanos e com cabeça de animal. Cada deus tem seu animal sagrado associado e digno de adoração, como se fosse a própria divindade.

(Sarcófogo de gato)

E tal como os humanos os animais eram também mumificados para assim poderem ser preservados no além.

Arqueólogos descobrem restos de templo do século 3 a.C.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u681550.shtml

Bastet foi uma das divindades mais veneradas no Antigo Egito. Nas festas dedicadas a Bastet, as ruas enchiam-se de música, de dança, brincadeiras, com muita comida, muitos doces, mel e vinho.

O gato doméstico foi trazido para o Egito por volta do ano 2.100 a.c. e era muito valorizado por ser matador de cobras.

Considerado um ser divino, ao ponto que quando um deles morriam de morte natural, as pessoas da casa raspavam as sobrancelhas em sinal de luto. Os gatos eram tão sagrados no antigo Egito, que quem matasse um gato era condenado à pena de morte.
O símbolo do GATO PRETO era utilizado pelos médicos egípcios para anunciar a sua capacidade de cura.

ALTAR PARA DEUSA BASTET

Deusa Bastet protetora dos lares e da família.

Faça um altar dentro de casa e coloque uma imagem da deusa Bastet e em volta coloque fotos de seus gatos e de sua família (também de seus outros bichinhos de estimação), podendo sempre que quiser acender uma vela de cor verde ou branca. Peça sempre a proteção e o amor maternal de Bastet, porque ela pode se transformar em ferocidade quando algum de seus filhos é atacado.

ORAÇÃO DE UMA DEUSA AOS DEUSES EGÍPCIOS
"Em nome de Rá, Ísis, Osíris,
Hórus, Ptah, Thot, Tum,
Nut, Anubis, Hathor,
Eu sou Bastet, a deusa dos mistérios da natureza".

Nome de Bastet em hieróglifo.

(Marcos Gomes / Pintura em óleo)

http://www.arteetelas.blogspot.com/

Curiosidade sobre a Dança do Ventre


snujs

As Sacerdotisas de Bastet desciam o rio Nilo, anunciando as festividades em homenagem à deusa usando uma espécie de sino de metal, os snujs. A bailarina purificava o ambiente ao dançar com os snujs espantando os maus espíritos.


O AMOR NO ANTIGO EGITO...

No antigo Egito, oferendas especiais eram feitas às divindades especialmente a Hathor e Isis, no intuito de conquistar o amor de alguém.

O casamento entre irmãos existia apenas na família real para manter o reinado. Para o povo eram feitos a partir da escolha livre das pessoas e não eram impostos pela família, mas tinha de ser permitido pelos pais dos noivos, que faziam um acordo. Cortejar alguém fazia parte da formalidade.

Bastet partilhava com Hathor serem as deusas da música, alegria e dança e elas presidiam banquetes onde canções de amor eram cantadas e os amantes comiam e bebiam juntos.

O noivo dizia: “Eu te faço minha mulher”.
A noiva respondia: “Fizeste-me tua mulher”.
Com essa forma consagrada ficava selada a união.

 

SEKHMET, deusa representada com cabeça de leoa e com corpo de mulher e sobre sua cabeça um disco solar, a cabeça de leoa é símbolo de força e poder de destruição de inimigos. É representada a maioria das vezes sentada em um trono, segurando um sistro (ou sistrum, instrumento musical sagrado) e com o pé esquerdo à frente, sugerindo movimento. Sekhmet foi profundamente temida por seus inimigos. Os ventos escaldantes do deserto eram sua respiração e os egípcios acreditavam que sua aura impetuosa cercava seus corpos. A praga e a peste foi criação dela. Considerada como "Senhora da Vida", foi considerada a "Patrona dos Médicos e Ortopedistas". No período do ano em que os raios do Sol estão mais fracos, Sekhmet mostra seu lado mais generoso. É esposa de Ptah, deus das artes e dos ofícios.
Seu centro principal era em Mênfis, mas sua adoração também foi documentada em Luxor, Karnak e sobre todo o Egito.

"SEKHMET E BASTET"
Alguns egípcios tiveram dificuldades para dissociar a deusa Bastet da deusa Sekhmet, sendo como uma única pessoa com personalidade e características diferentes. Bastet é a gata amável e sossegada e Sekhmet é leoa guerreira implacável, deusa cruel da guerra e das batalhas e tanto causava quanto curava epidemias. Sua juba era cheia de chamas, sua espinha dorsal tinha cor de sangue, seu rosto brilhava como o sol, o deserto ficava envolto em poeira, quando sua cauda o varria. Deus Rá ordenou a Sekhmet que castigasse a humanidade por causa de sua desobediência. Sekhmet executou a tarefa com tamanha fúria que o deus Rá precisou embebedá-la para que ela não acabasse exterminando toda a raça humana. O que acabou originando a deusa Bastet.

Pedido de proteção à deusa Sekhmet
“Senhora do Leão, da Batalha e da Espada, Sekhmet, terrível deusa, estabeleça proteção ao meu redor. Quebre as paredes que me confinam. Ajude-me a me livrar dos inimigos e obstáculos. Grande Senhora, Ajude-me! Leoa da destruição e da vingança, Meus inimigos me circundam, buscando minha queda. Livra-me de sua influência. Conceda-me a liberdade. Ó poderosa e Terrível, amada de Ptah, atenda a meu pedido por proteção".


"Eu queimo e solto fogo e arremesso dardos dos meus olhos. Eu estouro e rujo. Minhas garras são afiadas e eu corto fundo. Minha energia é forte e fogosa e meu desagrado tem de ser manifestado. Embora algumas vezes eu seja gentil posso ser muito emotiva e raivosa. Uma vez provocada e despertada sou difícil de descartar. Sou sempre adequada e sempre necessária. Não tente livrar-se de mim. Preciso ser reconhecida e ouvida. EU SOU A RAIVA. EU SOU SEKHMET".

"A SABEDORIA DOS DEUSES DO NILO".

O rio Nilo era principal fonte de nutrição para o antigo Egito e era honrado com muitas divindades.

Em vários locais, ao longo do Nilo, oferendas como bolos, animais, frutas e amuletos eram colocados no rio para encorajar a grande enchente. Estatuetas femininas eram também jogadas no rio para incrementar a fertilidade das águas.

A espiritualidade estava presente em todos os atos da vida cotidiana dos egípcios. Cada Faraó era devoto a um deus e era função dele representá-lo na terra.

A maioria dos templos egípcios eram fechados a todos, menos aos Sacerdotes. As pessoas comuns faziam o culto em família, nas tumbas e ao redor das entradas dos templos.

Existiam os Sacerdotes ou Sacerdotisas que eram responsáveis pelos rituais e manutenção dos templos e possuíam todo tipo de conhecimento: Matemática, Medicina, Astronomia, Filosofia e Alquimia.
Eram muito respeitados e temidos. E muito importantes dentro do reino.
Somente os Iniciados mais elevados podiam entrar nos aposentos onde estavam expostas as estatuas das divindades..

Os Sacerdotes egípcios já conheciam todo tipo de magia.

O Faraó para reverenciar as divindades passava pelo ritual de purificação que incluem o uso de água e também o uso de óleos, através da unção com perfumes.


A CRIAÇÃO DO MUNDO

No princípio era o caos (Nun), representado pelas águas turbulentas do Rio Nilo, dentro do qual se ocultava Atum, escondido num botão de lótus. Este se manifestou sobre o caos, na forma do deus Rá, a primeira força que se transformou em um novo espirito da luz.

O Sol provedor da vida era representado por e o Faraó era encarnação de Rá na terra, considerado divino, não se podia sequer menciona-lo pelo nome e também porque o nome era considerado uma parte vital que acompanhava o morto ao céu e aos deuses, destruindo-se o nome, pode-se destruir a pessoa, asim referiam-se a ele somente como "Faraó" que significa "Grande Morada" ou "Casa Real".

deus solar, foi cultuado em todas as dinastias. É a principal divindade egípcia. Pai de todos os deuses. É representado como um homem com cabeça de Falcão semelhante à Hórus e encima da cabeça o disco solar. Nas mãos a CRUZ ANSATA (ANK) símbolo da vida eterna.

Todos os deuses importante foram associados a ele: AMON ou AMON RÁ, PTAH, CNUM, ATÓN.

AMON ou AMON RÁ, como era conhecido em seus grandes dias de poder, foi a deidade suprema do antigo Egito, durante séculos. Amon é retratado com uma cabeça de carneiro, tendo na cabeça chifres que sustentam uma pena de avestruz com o disco solar e duas Uraeus (adorno em forma de serpente). Numa mão segura o cetro Uas e na outra a Uraeus.

 

O FARAÓ

Oração de Akhenaton

"Acrescenta meu amor por Ti Senhor Para que eu possa servir-Te de melhor forma cada dia. Faça com que as palavras de meus lábios, E as meditações de meu coração sejam gratas à Teus Olhos. Ó Senhor , minha força , meu Redentor Quão múltiplas são as tuas obras! Elas estão ocultas aos homens, Ó Deus único, a quem nenhum outro se compara. Criaste a Terra segundo o teu coração.”

ATÓN era o Sol em seu Zenith, a forma mais poderosa. Dizem que ele surgiu no céu em forma de uma ave Fênix. Seu culto foi intensificado pelo Faraó, que mudou seu nome de Amenóphis IV, cujo significado é "Amon está satisfeito", para Akhenaton "aquele onde o Sol está satisfeito". Para alcançar seus objetivos religiosos, ele espoliou os templos de Amon para construir belíssimo templo para Atón.

Atón era o senhor de toda a criação e sustentador de toda a vida. Era onipotente e eterno. As cerimônias em honra de Atón eram alegres, com flores, frutas e outros produtos que eram ofertados sobre altares construídos ao ar livre. Aparentemente, não havia sacrificio de animais.

Atón nunca foi retratado como ídolo, mas tinha a forma de um disco solar com raios terminando em dedos, estendendo-se em direção à terra. Atón oferecia a Cruz Ansata aos humanos, em troca de suas oferendas.


Akhenaton governou apenas 16 anos (1378- 1362 a.c.), foi casado com Nefertari (ou Nefertiti), dona de grande beleza e poder, considerada semi-deusa e seu nome tornou-se quase um sinônimo de mistério feminino.



Ele foi o primeiro Faraó a introduzir o monoteísmo como religião, rompendo assim antigos conceitos de crenças. Mas nem todos aceitavam suas idéias. E quando Akhenaton morreu os egípcios passaram adorar novamente os outros deuses. Logo após seu reinado veio o seu filho, Tutankhaton (a imagem viva do deus Aton), mas que foi convertido ao culto a Amon e torna-se Tutankamon, o jovem faraó sobe ao trono com 9 anos e Tebas volta a ser a capital do Egito, ele morreu aos 18 anos.

 

OS DEUSES EGÍPCIOS

criou o primeiro casal de deuses, ele engoliu o próprio semem e vomitou, gerando assim os seus filhos divinos:

SHU (deus ar) e TEFNUT (deusa umidade), eram deuses andróginos que deram à luz a GEB (deus terra) e NUT (deusa céu).

Deusa NUT é representada com o corpo alongado, coberto por estrelas, o arco celeste que se estende sobre a terra.

Deus GEB é representado por vez com uma coroa de plumas e chifres.

Nut é também representada sob a forma de uma vaca, por alusão a uma metamorfose porque espontaneamente teria passado. Era uma belíssima mulher, trazendo o disco solar orlando sua cabeça.

Os dois irmãos são retratados como grandes amantes. Durante o dia eles eram proibidos de se encontrarem pelo pai Shu, mas a noite Nut descia a terra para fazer amor com Geb. Mas Nut era casada com Rá e ficou com raiva, ele decretou que ela não poderia ter filhos durante os 360 dias do ano. Então Nut pediu ajuda ao deus Thot (deus do tempo) para criar mais 5 dias, fazendo com que o ano passasse a ter 365 dias e foi quando ela deu a luz aos seus quatro filhos.

Os filhos do Céu e da Terra:

OSÍRIS, ÍSIS, NÉFTIS e SETH.

O deus Shu descobriu a união de Geb e Nut e acabou com a união dos dois, interpondo-se no meio deles. Assim o ar é o responsável pela sustentação do céu, para que este não caía na terra.

 

ORAÇÃO À DEUSA NUT
“Nut minha divina mãe, abre tuas asas sobre mim enquanto brilharem nos céus as imorredouras estrelas”.
(texto encontrado no tumulo de Tutankhamon)

Osíris Senhor da Ressureição da Alma.

OSÍRIS representa a paternidade, foi o rei dos deuses. Deus do Mundo dos Mortos.

Governou ao lado de sua esposa e irmã Ísis que já se amam dentro do ventre da mãe. Primeiro casal soberano sobre a Terra. Osíris era o rei e Ísis era o trono.

Era muito comum tanto na Mitologia como entre os Faraós o casamento entre irmãos porque isto se tratava de legitimar o direito ao trono. Toda Faraó era vista como representante direta da deusa Ísis.

Osíris era também deus dos grãos no Egito. Espírito da Fertilidade que promove a germinação e crescimento das plantas e a reprodução dos animais. Ele era a força vital contida na imundação anual do Nilo. Criou a agricultura.

 

ÍSIS deusa lunar. A deusa mais cultuada. Representa a grande mãe. Senhora da Magia, da cura e protetora das mulheres. O nome Ísis significa "trono" por isso ela é representada sentada em um trono e segurando a CRUZ ANSATA.

A Dança do Ventre surgiu dos antigos rituais de fertilidade para deusa Ísis, era um ritual secreto das sacerdotisas, proibido aos homens.

Depois de muitos anos, o único nome que Ísis não sabia era o nome secreto de Rá, assim decidiu engana-lo para descobrir.

Rá envelhecia e até já começava a babar. Ísis recolheu sua baba e moldando com a terra deu forma a uma serpente que depois colocou no caminho de Rá. Esse foi mordido e caiu no solo agonizando. Ísis disse ao deus que poderia curá-lo, desde que ele revelasse seu nome secreto. Com este conhecimento secreto, Ísis obteve parte do poder de Rá.

Ísis tornou-se restauradora da vida, usava ervas e palavras de poder. Cujos encantamentos faziam desaparecer as doenças.

SETH, senhor do submundo, do caos, deus da desordem, da injustiça e da ambição. Deus das Tempestades e dos Trovões, que o permite o atormetar os demais. Inimigos de todos os deuses. Nasceu prematuro e ao nascer rasgou o ventre da mãe. Seth representa a esterilidade e a maldade.

Era casado com sua irmã Neftis, mas Néftis amava o seu outro irmão Osíris.

Seth odiava seu irmão Osíris e travaram a luta do bem contra o mal.

Era inimigo da paz e da properidade e, assim, inimigo do Faraó.

Seth ameaçava as colheitas e rebanhos com sua influência negativa.

Os arqueólogos foram incapazes de determinar a identidade do estranho animal que representa Seth e há uma teoria que este animal era tão odiado como a personificação do diabo, que foi caçado e massacrado até a extinção.

 

NEFTIS, a Senhora do Oeste, caçadora e guerreira. Deusa do pôr-do-sol. Mãe de Anúbis com Osíris. O hieróglifo de seu nome é um cesto colocado sobre uma coluna, que usa na cabeça, que significa "Senhora da Casa".

Representa as terras áridas e secas do deserto, a morte, a magia escura, coisas ocultas, sonhos e o conhecimento místico. Rege os oráculos e as profecias. Neftis se compadece e compreende as fraquezas humanas.

Ela ajudou Ísis recolher os pedaços de Osíris quando Seth o destruiu.

Como divindade relacionada com o mundo funerário e pelo seu papel na mumificação, as faixas que envolviam o defunto eram consideradas como madeixas do seu cabelo.

Oração a Néftis

“Dona da casa,
Senhora da torre,
Deusa do templo,
Envolta em mistério e tristeza,
Última nascido dos Deuses do Céu,
Gêmea de Isis, me confortar,
Abra suas asas como uma asa de ouro,
Oh Senhora do escuro e da noite,
Abrigo-me da tristeza,
A tristeza Você sabe mais do que qualquer outro,
Conforta-me com o conforto
Só você pode dar". Bendito seja!

 

SELKET, a deusa escorpião, associada à cura mágica, era desenhada em tumbas como o escorpião sem ferrrão da água, de modo que se sua representação ganhasse vida, através da magia, o morto não seria ferido. A deusa Selket era, algumas vezes, amiga e outras vezes adversária do morto. Segundo alguns textos ela amarrava o morto em correntes, mas, geralmente, ela era uma guardiã amigável, que cuidava de um dos quatro portões do mundo dos mortos. Frequentemente, Selket é mostrada ajudando Isis com o funeral de Osíris, e ela era uma das guardiãs de Horus, ajudando Isis a tratar dele quando um escorpião malvado o picou.

 

HAPI, deus da fertilidade do Nilo. Era associado ao deus Osíris, outra divindade com caracterísitca relacionada a fecundidade. Enquanto que Hapi personificava as águas do Nilo, Osíris era a força fertilizante destas águas.

Ele vivia na Ilha de Bigeh, na primeira catarata do Nilo, dentro de uma gruta que era guardada pelo deus Khnum (divindade ligada às cataratas do Nilo). Após emergir de dois redemoinhos, nas cavernas da cidade de Elefantina, Hapi subiu do Mundo dos Mortos para o Paraíso e depois conquistar o Egito. Ele era considerado o deus da iluminação do Nilo, o aguador dos campos e provedor do orvalho e da água para o oásis. Muitas pinturas o mostram com barba e com um feixe de lótus ou papiro em sua cabeça e com seios.

OSÍRIS E SETH TRAVARAM A LUTA DO BEM CONTRA O MAL.

Osíris representava o aspecto da fertilidade das enchentes no Nilo, Ísis simbolizava a terra que recebia a inundação. Seth era o deserto que ameaçava a prosperidade e o bem-estar do Egito.

Osíris que era muito sábio resolveu levar seus conhecimentos por todo o Egito e deixou Ísis tomando conta do trono. Durante sua ausência, Seth tentou apossasse do trono, mas não conseguiu. Então Seth resolveu matar Osíris.

Mandou em segredo tirar as medidas do corpo do irmão, enquanto este dormia, e encomendou uma bela arca.

E quando Osíris retornou, Seth realizou uma festa em comemoração ao retorno de Osíris e propôs que presentearia com a arca quem nela entrasse e a ocupasse com o próprio corpo.

Todos os convidados entraram na arca, mas nenhum ficava do tamanho certo da arca.

Chegou à vez de Osíris, cujo corpo era de grande estatura, adaptou perfeitamente ao tamanho da arca.

Seth e seus cúmplices fecharam imediatamente a arca e lacraram e lançaram ao rio Nilo.

Ísis apavorada procurou o marido pelo rio Nilo inteiro, quando encontrou a arca a escondeu no pântano, mas Seth econtrou e ficou furioso e cortou o corpo de Osíris em 14 pedaços (que referem-se aos 14 dias da Lua) e espalhou pelo Egito.

Ísis junto com sua irmã Neftis conseguiram juntar todos os pedaços, com exceção do falo, que foi engolido por um caranguejo, em cada parte que foi encontrada uma parte do corpo de Osíris, Ísis ergue um Templo.

Ísis pediu a Anúbis para mumificar Osíris, criando a primeira múmia.

Osíris desceu ao Mundo dos Mortos, onde permaneceu em estado de sono ou torpor.

Ísis com seu poder de magia, ressuscitou Osíris.

Depois que Osíris ressuscitou, eles tiveram um filho chamado Hórus.


“Tão certo como Osíris vive, tu vives. Tão certo como ele não morre, tu também não morrerás. Assim como ele não pode ser destruído, tu também não o serás”.

Osíris, Hórus e Ísis, a Suprema Trindade Divina.

 

HÓRUS, deus falcão, filho de Osíris e Ísis.

É representado como um falcão, cujos olhos representam o Sol (olho direito) e a Lua (olho esquerdo).

Hórus foi criado em segredo, para que Seth não descobri-se.

Hórus sofreu muitos infortúnios e doenças em sua infância e foi através da magia de Ísis que ele sobreviveu.

Hórus quando adulto, vingou a morte do pai, lutou com Seth, mas Seth se transformou em um monstro e venceu Hórus arrancando seu olho esquerdo e a Lua deixou de brilhar, causando o eclipse lunar.

Ísis pediu ao filho que colocasse um fim naquela batalha, mas Hórus num ímpeto de ódio por ter sido derrotado na batalha, decepou a cabeça da mãe.

Thot, o deus da sabedoria e advogado de Osíris, curou Ísis colocando nela uma cabeça de vaca e curou o olho de Hórus também, retornando a Lua a brilhar.

A batalha recomeçou sem vencedores ou vencidos. Durou 80 anos, por fim os deuses decidiram que Hórus ficaria como rei do Baixo Egito e Seth como rei do Alto Egito.

Hórus após herdar o reino, desceu ao lugar onde estava o pai e o reavivou, abrindo sua boca, iniciando os rituais de funeral da Abertura da Boca.

Desta forma a alma de Osíris foi reanimada e a energia vital recuperada novamente. Assim Osíris passou a governar o Mundo dos Mortos e o sol da noite, ou o sol morto, enquanto Hórus governou a vida e a força do sol do meio dia.

Hórus é representado com uma coroa.

OLHO DE HÓRUS, símbolo de proteção e de clarividência.

O Olho que tudo vê.

Hórus casou-se com Hathor.

HATHOR deusa-mãe, do amor, da sexualidade, da música, da dança, da alegria e da embriaguez.

A música era usada para acalmar as mulheres durante o parto e em festivais religiosos, para exorcizar maus espíritos e, certamente, para trazer alegrias.

O nome Hathor significa "Casa de Hórus"

É representada com a cabeça de vaca, com chifres ou simplesmente como uma vaca, segura na mão um Sistrum que usa para espantar os maus espíritos.

Em mais de uma dinastia o Faraó era considerado filho de Hathor ou seu consorte.

Hathor é considerada também a deusa das batalhas e sendo identificada com a Estrela Sírius.

Os egípcios acreditavam que a Estrela Sírius detinha o destino do nosso Planeta. E para lá iam às almas dos Faraós e Sacerdotes.

Alguns historiadores dizem que foi desta Estrela que chegaram os deuses que ensinaram toda sabedoria para este povo.

O Ano Novo egípcio deveria ocorrer por volta de 21 de junho, mas atualmente os egiptólogos colocam no início de agosto quando surgia a Estrela Sírius no horizonte antes do sol nascer e quando atingia uma determinada altura no céu marcava o Ano Novo e o início da cheia do rio Nilo.

 

Deus-chacal da Morte

ANÚBIS o deus com cabeça de chacal, o guia dos mortos. Mediador entre o céu e a terra. Guarda fiel dos túmulos e responsável pelos embalsamentos. Tinha seu centro de culto em Cinópolis.

Filho de Osíris e com Neftis, que era apaixonada pelo irmão e uma noite embebedou Osíris e se fez passar por Ísis, mas Neftis jogou a criança no rio Nilo, por medo de Seth seu marido saber. Isís foi quem salvou a criança e Anúbis passou a ser Guardião de Ísis.

Era o prenunciador da eminência da morte e podia prever o destino. Ele tinha poderes mágicos e divinos. Levava as almas para o outro mundo dentro de uma balsa.

 

Anúbis era também o deus da Medicina. Ele supervisionava o embalsamento e reconstrução dos corpos, recebia a múmia na tumba e realizava a cerimônia de abertura da boca e punha suas mãos sobre a múmia para protegê-la. Também supervissionava a pesagem da alma com a pena da Verdade. Seu julgamento fiel e imparcial era aceito por Thot, Maat, Horus e Osíris.

 

MAAT

Deusa da Verdade e da Justiça

Representada com uma pluma na cabeça. É filha de Rá, deus Sol, e de um passarinho que se apaixonou pela luminosidade e calor do Sol, subiu em sua direção até morrer queimado. No momento da incineração uma pena voou, era Maat, “Os Olhos de Rá”.
Maat é esposa do deus Thot, deus da sabedoria, do tempo e da escrita.

MAAT protege os tribunais. Ela julga os mortos, pesa o coração humano.

‘“O QUE FIZERMOS AO OUTRO NOS SERÁ FEITO”

Ela julga os mortos, pesando o coração humano perante o Julgamento dos Mortos.

LIVRO DOS MORTOS

Os egípcios se preocupavam mais com a vida após morte. Havia no antigo Egito o importante LIVRO DOS MORTOS que relatava todo a espiritualidade egípcia e o processo do ritual de mumificação. Conta-se que neste guia havia fórmulas mágicas, orações e hinos, escrito com os hieróglifos em rolos de papiros que eram colocados nos túmulos dos falecidos, com objetivo de ajudar o morto em sua viagem para o outro mundo, afastando os perigos que poderiam encontrar na viagem para o Além. Os egípcios consideravam o Livro dos Mortos obra do deus Thot. Nele há 186 passagens cabalísticas que os Sacerdotes ajudavam a escolher. Cada pessoa recebia seu próprio papiro em sua morte, o mais famoso dos papiros é relatado a história do escriba Ani de Tebas (oficial do Faraó) e de sua esposa, este manuscrito foi escrito pelo próprio Ani e é chamado de "Papiro de Ani".

Após as experiências do Mundo dos Mortos, o falecido passaria para outra esfera, onde encontraria as pessoas amadas e haveria comunhão com os deuses.

RITUAL DE MUMIFICAÇÃO

(Anúbis mumificando Osíris)

As crenças dos antigos egípcios, mostradas nos papiros e esculpida nas pedras, revelam uma profunda preocupação com a morte. As pirâmides eram enormes tumbas para os reis, refletindo a obsessão da sociedade pela morte.

A mumificação e os rituais funerários obedeciam regras rígidas, estabelecidas por Anúbis e duravam 70 dias.

Após a retirada dos órgãos internos, os embalsamadores colocam as vísceras, o fígado, os pulmões, o estômago e o intestino em vasos sagrados chamados de VASOS CANOPOS, cada um sob a proteção de um dos quatro filhos de Hórus , eram também conhecidos como os quatro Gênios Funerários. Os vasos eram colocados nos túmulos orientados para cada um dos pontos cardeais, sendo cada um deles associados a uma deusa tutelar.

Amset, com cabeça de homem, protege o fígado / Sul / deusa tutelar Ísis.

Hapi, com cabeça de babuíno, protege os pulmões / Leste / deusa tutelar Neit (deusa da caça).

Duamutef, com cabeça de cão (chacal), protege o estômago / Norte / deusa tutelar Néftis.

Kebehsenuef, com cabeça de falcão, protege os intestinos / Oeste / deusa tutelar Serket (deusa escorpião).

O coração era lacrado no próprio corpo. Os egípcios o consideravam como o órgão tanto da inteligência como do sentimento e da personalidade e portanto, seria indispensável na hora do juizo final. Somente à alguém com um coração tão leve quanto a pluma da verdade, o deus Osíris permitiria a entrada na vida eterna.

Os egípcios não davam nenhuma importância ao cérebro. Após extraí-lo através das narinas do morto, os embalsadores o jogavam fora.

Depois de secar o cadáver com sal de natrão, eles o lavavam e besuntavam com óleos e resinas conservadoras e aromáticas, os óleos eram usados para purificar o corpo e para agradar aos deuses. O ritual de aplicação de óleos deixava o corpo perfeito para ser usado na próxima vida. Logo após envolviam o corpo em centenas de metros de tiras de linho, entre essas tiras eram colocados diversos amuletos para ajudar o morto na passagem para vida eterna, que protegiam contra inimigos e dêmonios do mundo subterrâneo.

Antes da múmia ser colocada no túmulo, um sacerdote funerário celebrava a cerimônia da abertura dos olhos e da boca, a fim de devolver à vida todos os sentidos do morto. Este ritual representava tanto o método pelo qual Hórus trazia seu pai Osíris à vida, assim como a abertura simbólica do renascimento da alma. Este ritual capacitava à alma a chegar no Hall do Julgamento no Mundo dos Mortos.

O nome da pessoa era gravado na base de uma estatua esculpida na intenção de criar um ser que teria vida permanente, assegurando a imortalidade, por acreditar-se que a pessoa também vivia através do nome. Esta estatua era colocada na tumba que servia para refúgio, caso a vida não pudesse permanecer na múmia. Nas tumbas esporadicamente eram colocadas oferendas ao morto, onde havia todo conforto que alguém poderia querer.

Havia um esplêndido conjunto de objetos religiosos e funerários: sarcófago, a máscara do morto, as deidades protetoras que guiariam o morto através do Mundo dos Mortos e os textos instrutivos e pinturas com as formulas mágicas e seus significados para o morto poder entrar na vida após a morte. Na tumba de uma pessoa comum poderia ter muitos corpos. Pessoas que não eram ricas frequentemente eram enterradas conjuntamente, na tumba esquecida de um aristocrata. Estes eram simplesmente embrulhados em linho e enterrados na areia.
Jogos eram um passatempo favorito no antigo Egito e muitos tabuleiros foram encontrados na tumba de Tutankhamon.

Para os egípcios era muito importante à vida após morte, eles acreditavam na existência de um outro mundo.

A vida eterna começa no túmulo, com uma viagem pelo mundo subterrâneo. Primeiro o Ka (Força Vital), deixa o corpo acompanhado após o enterro pelo Ba (Alma). Hórus conduz o Ba (Alma) através dos portais de fogo e da serpente até o Julgamento.

Anúbis juntamente com Ísis iam buscar o morto e faziam a travessia do rio Nilo em uma balsa até o O SALÃO DAS DUAS VERDADES, onde havia um tribunal e este era julgado por Osíris, Ísis, Thot, Maat e mais 42 deuses assessores. Onde o morto fazia 42 confissões negativas.

Assim colocado na balança o coração de um lado e uma pena do outro, o coração não podia ser mais pesado que a pena. Para os egípcios o coração representava a consciência do homem. Todas as ações boas e más ficavam gravadas no coração.

Quem não era condenado o Ka (Força Vital) voltava ao corpo e se fosse condenado era arremessado a Ammut (o mostro crocodilo) que o devorava e não haveria reencarnação.

Se o coração equilibra com a pena da verdade, o Ba e o Ka reúnem-se para formar um Akn, ou espírito, que emerge do mundo dominado pelo Osíris coroado. O Akn encontra a vida eterna.

"O Livro Egípcio dos Mortos".

http://www.youtube.com/watch?v=e1Yz413bO1k

A base dos dez mandamentos de Moisés é o Livro dos Mortos.

Thot: "Aquilo que saiu de sua boca vale como lei".

Assim Thot descreve em seus papiros (as fibras sagradas usadas nos textos funerários) toda trajetória da alma no Tribunal dos Deuses.

 

Senhor da Mágia

"Quem não tem tempo, não merece tê-lo”.

THOT, deus da sabedoria, da palavras escrita, das medidas, do tempo, das artes, das ciências.

Representado algumas vezes com a cabeça de Íbis, que parece uma cegonha segurando uma pena de escrever ou com um babuíno. Como babuíno era associado à lua e à noite. Assim como a lua ilumina a escuridão da noite, Thot dava ao morto fórmulas para guiá-lo de forma segura pelo Mundo dos Mortos.

Hieróglifos deriva das palavras gregas "hierós", que quer dizer "sagrado", e "glýphein" que significa "escrita".

Para os antigos egípcios esta escrita sagrada ou hieróglifos, teria sido elaborada pelo deus Thot, o escriba dos deuses.

Os hieróglifos eram usados de várias formas: como ideogramas, fonogramas e determinativos.

Ideogramas são figuras estilizadas representando um objeto.

Os fonogramas era simbolos usados para representar o valor sonoro.

O determinativo não era pronunciado ao se dizer a palavra, era uma ajuda visual para facilitar a compreensão do significado.

Os hieróglifos poderiam ser lidos da esquerda para a direita ou vice-versa. Pessoas e animais sempre marcavam o início da palavra.

AS PROFECIAS DE THOT

As profecias de Thot sobre as transformações pelas quais passaria o mundo estão registradas no LIVRO DE THOT, ou seja, um livro em forma de lâminas, o TARÔ ou TAROT.

Conta, ainda, a história que Thot, compreendendo que o tempo não havia chegado para os ensinamentos, colocou o livro (lâminas) em uma caixa de ouro, esta numa de prata depois marfim, bronze, cobre e finalmente numa caixa de ferro depositando no fundo do Nilo.

Há indícios de que entre os "vasos de ouro e prata" que dizem Moisés ter trazido do Egito, por ocasião do êxodo, estavam as lâminas que compunham as paginas do livro, sendo mais tarde um dos fundamentos da Kaballah, acrescida de letras hebraicas, números e astrologia.

Cada lâmina do Livro de Thot é um compêndio de ideogramas, com conceitos universais que abrem a compreensão na busca do autoconhecimento.

Os egípcios tinham várias formas de adivinhar o futuro, através de rituais sendo que as duas mais populares eram as consultas aos oráculos e a interpretação de sonhos.

Na realidade a origem do Tarô é desconhecida. Egípcios, Chineses, Indianos, Hebreus e outros povos foram indicados como os que teriam, em tempos antigos, criado essas 78 lâminas, de forte conteúdo simbólico.

 

HISTÓRIA DO ANTIGO EGITO

http://www.youtube.com/watch?v=oVQVhTqjSRc

 

MUSEU EGÍPCIO DO CAIRO

http://www.youtube.com/watch?v=FeE-X8viC2s

 

Hino à Osíris
“Louvado sejas tu, Osíris, Senhor da eternidade(...)Cujas formas são múltiplas e cujos atributos são majestosos(...). Ísis te abraça em paz e afugenta os demônios da boca dos teus caminhos. Voltas o rosto para Amentet e faças brilhar a terra, como se fosse de cobre polido. Os que se deitaram(isto é, os que morreram), levantam-se para ver-te, eles respiram o ar e olham para o teu rosto, quando o disco se levanta no horizonte; seus corações estão em paz na medida em que te contemplam, ó tu que és eternidade e perpetuidade!"

 

PARTE DO HINO DE LOUVOR À RÁ, QUANDO SE LEVANTA NA PARTE ORIENTAL DO CÉU:

“Homenagem a ti que vieste de Quépera, Quépera, o criador dos deuses. Tu te levantas, brilhas e alumias tua mãe, a deusa Nut, és coroado rei dos deuses e tua mãe, Nut, rende-te homenagem com ambas as mãos. A terra na qual o Sol se põe te recebe com satisfação, e a deusa Maat, te abraça assim de manhã como na tarde. Possa Rá dar glória, poder, triunfo e uma saída como alma viva(...).

ORAÇÃO À DEUSA BASTET

ORAÇÃO DE UMA DEUSA AOS DEUSES EGÍPCIOS
"Em nome de Rá, Ísis, Osíris,
Hórus, Ptah, Thot, Tum,
Nut, Anubis, Hathor,

Eu sou Bastet, a deusa dos mistérios da natureza".

 

ORAÇÃO À NUT, DEUSA EGÍPCIA DO CÉU
"Ó Nut do largo passo,
quando semeias a esmeralda, a malaquita,
a turquesa como estrelas!
Se tu és verde, eu também sou verde.
Verde como uma planta viva".

 

ORAÇÃO À GRANDE MÃE
"Eu sou a Deusa, eu sou a bruxa
Eu sou aquela que ilumina e protege
O poder da Grande Mãe está dentro de mim.
Que a Grande Mãe
A Senhora do Norte
Encha de frutos a árvore da minha vida.
Grande Deusa que habita dentro de mim
Santifica cada palavra minha e cada ato meu
Afasta cada sombra de minha vida
Ilumina todas as minhas estações
Torna-me forte na dor
Torna-me bela no amor.
Que teu nome e teu poder
Sejam o meu nome e o meu poder.
Assim sempre foi, assim sempre será".

 

ORAÇÃO À RÁ

"Senhor dos tronos da Terra. Senhor da Verdade. Pai dos deuses. criador do homem, criador dos animais.Senhor da existência. Iluminador da Terra, que navega tranqüilamente nos céus. Todos os corações se abrandam ao contemplá-lo. Soberano da vida, da sáude e da força! Adoramos teu espírito, o único que nos criou".

 

ORAÇÃO ÀS FORÇAS CÓSMICAS
"Eu me uno às forças cósmicas
No grande e eterno ciclo
Que tudo pode e tudo é.
Eu sou tudo.
Grandes forças cósmicas, descei sobre minha alma
E torna-me poderosa.
Eu vos agradeço, minhas grandes forças cósmicas,
E vos entrego meu amor e minha força".

(Anúbis)

AMULETOS

São talismãs que eram colocados junto a múmia nas cerimônias funerárias para acompanhar o morto a vida eterna, para os vivos representa a proteção divina.

A proximidade entre o povo e os deuses pode ser vista nos amuletos, que eram disponíveis para quase todos, com suas inscrições. Aforismos e declaração de devoção eram gravadas nos amuletos.

 

DJED

A palavra Djed significa em egípcio, estável, durável. As colunas Djed indicam que a vida continua e que a alma se erguerá sobre o declínio da morte. Este símbolo representa a coluna vertebral de Osíris decepada por Seth.

 

FLOR DE LÓTUS

Na cosmologia egípcia, o lótus era a flor da criação primordial, o berço do sol nascente em sua primeira manhã. Conta a mitologia que a flor pediu ao deus-sol Rá que criasse o Universo. A flor agradecida pelo desejo realizado passou a abrigar o deus-sol em suas pétalas durante a noite de onde ele sai ao amanhecer para iluminar a sua criação.

 

ANKH / CRUZ ANSATA

A CHAVE DA VIDA

O símbolo egípcio da vida eterna, um dos simbolos mais importantes, ela aparece gravada nas colunas do Templo de Karnac, Edfu, Templo de Luxor, Templo Hatshepsut e em outros. E nas paredes dos túmulos e em cenas pintadas nas paredes dos templos representam um deus estendendo o ankh ao Faraó. Na simbologia da Ordem Rosa-Cruz, representa a união entre o reino do céu e a terra.

 

OLHO DE HÓRUS

"UDJAT"

O olho do deus Falcão Hórus, uma mistura de olho humano com olho animal. Hórus teve seu olho arrancado por Seth e depois restaurado através da magia do deus Thot. É usado contra o mal, para afastar os inimigos.

 

ESCARAVELHO

O deus-sol também podia ser representado por um escaravelho ou por um homem com um escaravelho no lugar da cabeça. Representa Khepra e sua função era de mover o sol. Simboliza a ressurreição, eram com frenqüência encontrados em ouro nos túmulos egípcios.

Khepra quer dizer transformação. Está escrito no Livro dos Mortos que o morto não será traído por seu coração diante do Tribunal Divino. Ele será declarado justo.

Quanto mais a pessoa fosse importante em vida, mais amuletos de escaravelho ele levava consigo para o túmulo. Também encontramos escaravelhos em numerosas jóias.

 

OLHO TURCO ou OLHO GREGO, ele é também encontrado em todos os países árabes. É muito comum ver Olhos Gregos ou Turcos pendurados em portas ou como pingentes.

Em turco, o olho é chamado de Nazar Bancugu, a palavra Bancugu quer dizer "contas, rosário", a palavra Nazar, da língua árabe é emprestada pela Turquia, significa "visão".

Acredita-se que quando existe um mau olhado, o olho absorve a energia e se quebra protegendo a pessoa da negatividade. A forma mais comum do amuleto é o olho de vidro azul. Acredita-se que o mau olhado tem a cor azul, portanto o olho de vidro da mesma cor seria o mais eficaz em desviá-lo. Também é conhecido como O OLHO QUE TUDO VÊ assim como o Olho de Hórus.

 

CHAMSA, ou HAMSA, ou MÃO DE FÁTIMA.

É um talismã usado por alguns muçulmanos que acreditavam que ele pode afastar o mau-olhado.

Mão-de-Fátima: o nome desse talismã muçulmano é uma homenagem à filha do profeta Mohammed (Maomé). Esse símbolo representa também Fé, Oração, Jejum, Caridade, Peregrinação, os 5 pilares do Islã. É a representação da Justiça e Generosidade.

 

Samýra Muraddy (Walderez)
Tel.: (11) 2098-3067 ou 99148-0435

Leitura da Borra de Café e Tarô Egípcio.
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Fontes de Pesquisas: Amorc (Ordem Rosa-Cruz) e Wikipedia.

E alguns trechos extraídos da tradução do Livro que acompanha o Tarot Egípcio da Editora Kier, feita por Marly Amorim Palavras.