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A
SABEDORIA DOS DEUSES DO NILO
O
rio Nilo era principal fonte de
nutrição para o antigo Egito e era honrado
com muitas divindades.
Em
vários locais, ao longo do Nilo, oferendas como
bolos, animais, frutas e amuletos eram colocados no rio
para encorajar a grande enchente. Estatuetas femininas
eram também jogadas no rio para incrementar a fertilidade
das águas.
A
espiritualidade estava presente em todos os atos da vida
cotidiana dos egípcios. Cada Faraó
era devoto a um deus e era função dele representá-lo
na terra.
A
maioria dos templos egípcios eram fechados a todos,
menos aos Sacerdotes. As pessoas comuns faziam o culto
em família, nas tumbas e ao redor das entradas
dos templos.
Existiam
os Sacerdotes ou Sacerdotisas que
eram responsáveis pelos rituais e manutenção
dos templos e possuíam todo tipo de conhecimento:
Matemática, Medicina, Astronomia, Filosofia e Alquimia.
Eram muito respeitados e temidos. E muito importantes
dentro do reino.
Somente os Iniciados mais elevados podiam entrar nos aposentos
onde estavam expostas as estatuas das divindades..
Os
Sacerdotes egípcios já conheciam todo tipo
de magia.
O
Faraó para reverenciar as divindades passava pelo
ritual de purificação que incluem o uso
de água e também o uso de óleos,
através da unção com perfumes.
A ORIGEM
Os
Egípcios acreditavam que o seu criador chama-se
NUN e era o espirito primogênito,
o indefinido ser que tinha o aspecto de barro. Nun é
o berço espiritual, a primeira força que
se transformou em um novo espirito da Luz,
RÁ.

O
Sol provedor da vida era representado por Rá
e o Faraó era encarnação de Rá
na terra, considerado divino, não se podia sequer
menciona-lo pelo nome e também porque o nome era
considerado uma parte vital que acompanhava o morto ao
céu e aos deuses, destruindo-se o nome, pode-se
destruir a pessoa, asim referiam-se a ele somente como
"Faraó" que significa
"Grande Morada" ou "Casa Real".
RÁ
deus solar, foi cultuado em todas as dinastias. É
a principal divindade egípcia. Pai de todos os
deuses. É representado como um homem com cabeça
de Falcão semelhante à Hórus e encima
da cabeça o disco solar. Nas mãos a
CRUZ ANSATA (ANK) símbolo da vida eterna.

Todos
os deuses importante foram associados a ele: AMON
ou AMON RÁ,
PTAH, CNUM, ATÓN.
AMON
ou AMON RÁ, como era conhecido
em seus grandes dias de poder, foi a deidade suprema do
antigo Egito, durante séculos. Amon é retratado
com uma cabeça de carneiro, tendo na cabeça
chifres que sustentam uma pena de avestruz com o disco
solar e duas Uraeus (adorno em forma de serpente). Numa
mão segura o cetro Uas e na outra a Uraeus.
O
FARAÓ

Oração
de Akhenaton
"Acrescenta meu amor por Ti Senhor Para que eu possa
servir-Te de melhor forma cada dia. Faça com que
as palavras de meus lábios, E as meditações
de meu coração sejam gratas à Teus
Olhos. Ó Senhor , minha força , meu Redentor
Quão múltiplas são as tuas obras!
Elas estão ocultas aos homens, Ó Deus único,
a quem nenhum outro se compara. Criaste a Terra segundo
o teu coração.”
ATÓN
era o Sol em seu Zenith, a forma mais poderosa. Dizem
que ele surgiu no céu em forma de uma ave Fênix.
Seu culto foi intensificado pelo Faraó, que mudou
seu nome de Amenóphis IV, cujo significado é
"Amon está satisfeito",
para Akhenaton "aquele onde
o Sol está satisfeito". Para alcançar
seus objetivos religiosos, ele espoliou os templos de
Amon para construir belíssimo templo para Atón.
Atón
era o senhor de toda a criação e sustentador
de toda a vida. Era onipotente e eterno. As cerimônias
em honra de Atón eram alegres, com flores, frutas
e outros produtos que eram ofertados sobre altares construídos
ao ar livre. Aparentemente, não havia sacrificio
de animais.
Atón
nunca foi retratado como ídolo, mas tinha a forma
de um disco solar com raios terminando em dedos, estendendo-se
em direção à terra. Atón oferecia
a Cruz Ansata aos humanos, em troca de suas oferendas.
Akhenaton governou apenas 16 anos (1378- 1362 a.c.), foi
casado com Nefertari (ou Nefertiti),
dona de grande beleza e poder, considerada semi-deusa
e seu nome tornou-se quase um sinônimo de mistério
feminino.

Ele foi o primeiro Faraó a introduzir o
monoteísmo como religião, rompendo assim
antigos conceitos de crenças. Mas nem todos aceitavam
suas idéias. E quando Akhenaton morreu os egípcios
passaram adorar novamente os outros deuses. Logo após
seu reinado veio o seu filho, Tutankhaton (a imagem viva
do deus Aton), mas que foi convertido ao culto a Amon
e torna-se Tutankamon, o jovem faraó
sobe ao trono com 9 anos e Tebas volta a ser a capital
do Egito, ele morreu aos 18 anos.
OS
DEUSES

RÁ
criou o primeiro casal de deuses, ele engoliu o próprio
semem e vomitou, gerando assim SHU (deus
ar) e TEFNUT (deusa umidade), deuses andróginos
que deram à luz a GEB (deus terra)
e NUT (deusa céu).

Deusa
NUT é representada com o corpo alongado,
coberto por estrelas, o arco celeste que se estende sobre
a terra.
Deus
GEB
é representado por vez com uma coroa de plumas
e chifres.
Eles
são retratados como grandes amantes. Durante o
dia eles eram proibidos de se encontrarem pelo pai Shu,
mas a noite Nut descia a terra para fazer amor com Geb.
Mas Nut era casada com Rá e ficou com raiva, ele
decretou que ela não poderia ter filhos durante
os 360 dias do ano. Então Nut pediu ajuda ao deus
Thot (deus do tempo) para criar mais 5 dias, fazendo com
que o ano passasse a ter 365 dias e foi quando ela deu
a luz aos seus quatro filhos.
Os
filhos do céu e da terra: OSÍRIS, ÍSIS,
NÉFTIS e SETH.

Osíris
Senhor da Ressureição da Alma.
OSÍRIS
representa a paternidade, foi o rei dos deuses. Deus do
Mundo dos Mortos.
Gorvernou
ao lado de sua esposa e irmã Ísis que já
se amam dentro do ventre da mãe. Primeiro casal
soberano sobre a Terra. Osíris era o rei e Ísis
era o trono.
Era
muito comum tanto na Mitologia como entre os Faraós
o casamento entre irmãos porque isto se tratava
de legitimar o direito ao trono, através do casamento
com uma Princesa. Toda a Faraó era vista como representante
direta da deusa Ísis.
Osíris
era também deus dos grãos no Egito. Espírito
da Fertilidade que promove a germinação
e crescimento das plantas e a reprodução
dos animais. Ele era a força vital contida na imundação
anual do Nilo. Criou a agricultura.

ÍSIS
deusa lunar. A deusa mais cultuada. Representa
a grande mãe. Senhora da Magia, da cura e proterora
das mulheres. O nome Ísis significa "trono"
por isso ela é representada sentada em um trono
e segurando a CRUZ ANSATA.
Depois
de muitos anos, o único nome que Ísis não
sabia era o nome secreto de Rá, assim decidiu engana-lo
para descobrir.
Rá
envelhecia e até já começava a babar.
Ísis recolheu sua baba e moldando com terra deu
forma a uma serpente que depois colocou no caminho de
Rá. Esse foi mordido e caiu no solo agonizando.
Ísis disse ao deus que poderia curá-lo,
desde que ele revelasse seu nome secreto.
Com
este conhecimento secreto, Ísis obteve parte do
poder de Rá.
Ísis
tornou-se restauradora da vida, usava ervas e palavras
de poder. Cujos encantamentos faziam desaparecer as doenças.
A
Dança do Ventre surgiu dos
antigos rituais de fertilidade para deusa Ísis,
onde era proibida aos homens, era segredo das sacerdotisas.

SETH,
senhor do submundo, do caos, deus da desordem, da injustiça
e da ambição. Deus das Tempestades e dos
Trovões, que o permite o atormetar os demais. Inimigos
de todos os deuses. Nasceu prematuro e ao nascer rasgou
o ventre da mãe. Seth representa a esterilidade
e a maldade.
Era
casado com sua irmã Neftis, mas Néftis amava
o seu outro irmão Osíris.
Seth
odiava seu irmão Osíris e travaram a luta
do bem contra o mal.
Era
inimigo da paz e da properidade e, assim, inimigo do Faraó.
Seth ameaçava as colheitas e rebanhos com sua influência
negativa.
Os
arqueólogos foram incapazes de determinar a identidade
do estranho animal que representa Seth e há uma
teoria que este animal era tão odiado como a personificação
do diabo, que foi caçado e massacrado até
a extinção.
NEFTIS,
a Senhora do Oeste, caçadora e guerreira. Deusa
do pôr-do-sol. Mãe de Anúbis com Osíris.
O hieróglifo de seu nome é um cesto colocado
sobre uma coluna, que usa na cabeça, que significa
"Senhora da Casa".
Representa
as terras áridas e secas do deserto, a morte, a
magia escura, coisas ocultas, sonhos e o conhecimento
místico. Rege os oráculos e as profecias.
Neftis se compadece e compreende as fraquesas humanas.
Ela
ajudou Ísis recolher os pedaços de Osíris
quando Seth o destruiu.
Como
divindade relacionada com o mundo funerário e pelo
seu papel na mumificação, as faixas que
envolviam o defunto eram consideradas como madeixas do
seu cabelo.

SELKET,
a deusa escorpião, associada à cura mágica,
era desenhada em tumbas como o escorpião sem ferrrão
da água, de modo que se sua representação
ganhasse vida, através da magia, o morto não
seria ferido. A deusa Selket era, algumas vezes, amiga
e outras vezes adversária do morto. Segundo alguns
textos ela amarrava o morto em correntes, mas, geralmente,
ela era uma guardiã amigável, que cuidava
de um dos quatro portões do mundo dos mortos. Frequentemente,
Selket é mostrada ajudando Isis com o funeral de
Osíris, e ela era uma das guardiãs de Horus,
ajudando Isis a tratar dele quando um escorpião
malvado o picou.

HAPI,
deus da fertilidade do Nilo. Era associado ao deus Osíris,
outra divindade com caracterísitca relacionada
a fecundidade. Enquanto que Hapi personificava as águas
do Nilo, Osíris era a força fertilizante
destas águas.
Ele
vivia na Ilha de Bigeh, na primeira catarata do Nilo,
dentro de uma gruta que era guardada pelo deus Khnum (divindade
ligada às cataratas do Nilo). Após emergir
de dois redemoinhos, nas cavernas da cidade de Elefantina,
Hapi subiu do Mundo dos Mortos para o Paraíso e
depois conquistar o Egito. Ele era considerado o deus
da iluminação do Nilo, o aguador dos campos
e provedor do orvalho e da água para o oásis.
Muitas pinturas o mostram com barba e com um feixe de
lótus ou papiro em sua cabeça e com seios.
OSÍRIS
E SETH TRAVARAM A LUTA DO BEM CONTRA O MAL.
Osíris
representava o aspecto da fertilidade das enchentes no
Nilo, Ísis simbolizava a terra que recebia a inundação.
Seth era o deserto que ameaçava a prosperidade
e o bem-estar do Egito.
Osíris
que era muito sábio resolveu levar seus conhecimentos
por todo o Egito e deixou Ísis tomando conta do
trono. Durante sua ausência, Seth tentou apossasse
do trono, mas não conseguiu. Então Seth
resolveu matar Osíris.
Mandou
em segredo tirar as medidas do corpo do irmão,
enquanto este dormia, e encomendou uma bela arca.
E
quando Osíris retornou, Seth realizou uma festa
em comemoração ao retorno de Osíris
e propôs que presentearia com a arca quem nela entrasse
e a ocupasse com o próprio corpo.
Todos
os convidados entraram na arca, mas nenhum ficava do tamanho
certo da arca.
Chegou
à vez de Osíris, cujo corpo era de grande
estatura, adaptou perfeitamente ao tamanho da arca.
Seth
e seus cúmplices fecharam imediatamente a arca
e lacraram e lançaram ao rio Nilo.
Ísis
apavorada procurou o marido pelo rio Nilo inteiro, quando
encontrou a arca a escondeu no pântano, mas Seth
econtrou e ficou furioso e cortou o corpo de Osíris
em 14 pedaços (que referem-se aos 14 dias da Lua)
e espalhou pelo Egito.
Ísis
junto com sua irmã Neftis conseguiram juntar todos
os pedaços, com exceção do falo,
que foi engolido por um caranguejo, em cada parte que
foi encontrada uma parte do corpo de Osíris, Ísis
ergue um Templo.
Ísis
pediu a Anúbis para mumificar Osíris, criando
a primeira múmia.
Osíris
desceu ao Mundo dos Mortos, onde permaneceu em estado
de sono ou torpor.
Ísis com seu poder de magia, ressuscitou Osíris.
Depois
que Osíris ressuscitou, eles tiveram um filho chamado
Hórus.
“Tão
certo como Osíris vive, tu vives. Tão certo
como ele não morre, tu também não
morrerás. Assim como ele não pode ser destruído,
tu também não o serás”.

Osíris,
Hórus e Ísis. A Suprema Trindade
Divina.

HÓRUS,
deus falcão, filho de Osíris e Ísis.
É
representado como um falcão, cujos olhos representam
o Sol (olho direito) e a Lua (olho esquerdo).
Hórus
foi criado em segredo, para que Seth não descobri-se.
Hórus
sofreu muitos infortúnios e doenças em sua
infância e foi através da magia de Ísis
que ele sobreviveu.
Hórus
quando adulto, vingou a morte do pai, lutou com Seth,
mas Seth se transformou em um monstro e venceu Hórus
arrancando seu olho esquerdo e a Lua deixou de brilhar,
causando o eclipse lunar.
Ísis
pediu ao filho que colocasse um fim naquela batalha, mas
Hórus num ímpeto de ódio por ter
sido derrotado na batalha, decepou a cabeça da
mãe.
Thot,
o deus da sabedoria e advogado de Osíris, curou
Ísis colocando nela uma cabeça de vaca e
curou o olho de Hórus também, retornando
a Lua a brilhar.
A
batalha recomeçou sem vencedores ou vencidos. Durou
80 anos, por fim os deuses decidiram que Hórus
ficaria como rei do Baixo Egito e Seth como rei do Alto
Egito.
Hórus
após herdar o reino, desceu ao lugar onde estava
o pai e o reavivou, abrindo sua boca, iniciando os rituais
de funeral da Abertura da Boca.
Desta
forma a alma de Osíris foi reanimada e a energia
vital recuperada novamente. Assim Osíris passou
a governar o Mundo dos Mortos e o sol da noite, ou o sol
morto, enquanto Hórus governou a vida e a força
do sol do meio dia.
Hórus
é representado com uma coroa.
OLHO
DE HÓRUS, símbolo de proteção
e de clarividência.
O
Olho que tudo vê.

Hórus
casou-se com Hathor.

HATHOR
deusa-mãe, do amor, da sexualidade, da música,
da dança, da alegria e da embriaguez.
A
música era usada para acalmar as mulheres durante
o parto e em festivais religiosos, para exorcizar maus
espíritos e, certamente, para trazer alegrias.
O
nome Hathor significa "Casa de Hórus"
É
representada com a cabeça de vaca, com chifres
ou simplesmente como uma vaca, segura na mão um
Sistrum que usa para espantar os maus espíritos.
Hathor
é considerada também a deusa das batalhas
e sendo identificada com a Estrela Sírius.
Os
egípcios acreditavam que a Estrela Sírius
detinha o destino do nosso Planeta. E para lá iam
às almas dos Faraós e Sacerdotes.
Alguns
historiadores dissem que foi desta Estrela que chegaram
os deuses que ensinaram toda sabedoria para este povo.
O
Ano Novo egípcio deveria ocorrer por volta de 21
de junho, mas atualmente os egíptólogos
colocam no início de agosto quando surgia a Estrela
Sírius no horizonte antes do sol nascer e quando
atingia uma determinada altura no céu marcava o
Ano Novo e o início da cheia do rio Nilo.

Deus-chacal
da Morte
ANÚBIS
o deus com cabeça de chacal, o guia dos mortos.
Mediador entre o céu e a terra. Guarda fiel dos
túmulos e responsável pelos embalsamentos.
Tinha seu centro de culto em Cinópolis.
Filho
de Osíris e com Neftis,
que era apaixonada pelo irmão e uma noite embebedou
Osíris e se fez passar por Ísis, mas Neftis
jogou a criança no rio Nilo, por medo de Seth seu
marido saber. Isís foi quem salvou a criança
e Anúbis passou a ser Guardião
de Ísis.
Era
o prenunciador da eminência da morte e podia prever
o destino. Ele tinha poderes mágicos e divinos.
Levava as almas para o outro mundo dentro de uma balsa.

Anúbis
era também o deus da Medicina. Ele supervisionava
o embalsamento e reconstrução dos corpos,
recebia a múmia na tumba e realizava a cerimônia
de abertura da boca e punha suas mãos sobre a múmia
para protegê-la. Também supervissionava a
pesagem da alma com a pena da Verdade. Seu julgamento
fiel e imparcial era aceito por Thot, Maat, Horus e Osíris.

Deusa
da Verdade e da Justiça
MAAT
protege os tribunais. Maat era esposa de Thot e filha
de Rá.
Representada
com uma pena de avestruz na cabeça.
Ela
julgava os mortos, pesando o coração humano
perante o Julgamento dos Mortos.

LIVRO DOS MORTOS
Os
egípcios se preocupavam mais com a vida após
morte. Havia no antigo Egito o importante LIVRO
DOS MORTOS que relatava todo a espiritualidade
egípcia e o processo do ritual de mumificação.
Conta-se que neste guia havia fórmulas mágicas,
orações e hinos, escrito com os hieróglifos
em rolos de papiros que eram colocados nos túmulos
dos falecidos, com objetivo de ajudar o morto em sua viagem
para o outro mundo, afastando os perigos que poderiam
encontrar na viagem para o Além. Os egípcios
consideravam o Livro dos Mortos
obra do deus Thot. Nele há
186 passagens cabalísticas que os Sacerdotes ajudavam
a escolher. Cada pessoa recebia seu próprio papiro
em sua morte, o mais famoso dos papiros é relatado
a história do escriba Ani de Tebas (oficial do
Faraó) e de sua esposa, este manuscrito foi escrito
pelo próprio Ani e é chamado de "Papiro
de Ani".

Após
as experiências do Mundo dos Mortos, o falecido
passaria para outra esfera, onde encontraria as pessoas
amadas e haveria comunhão com os deuses.
RITUAL
DE MUMIFICAÇÃO

(Anúbis
mumificando Osíris)
As
crenças dos antigos egípcios, mostradas
nos papiros e esculpida nas pedras, revelam uma profunda
preocupação com a morte. As pirâmides
eram enormes tumbas para os reis, refletindo a obsessão
da sociedade pela morte.
A
mumificação e os rituais
funerários obedeciam regras rígidas, estabelecidas
por Anúbis e duravam 70 dias.
Após
a retirada dos órgãos internos, os embalsamadores
colocam as vísceras, o fígado, os pulmões,
o estômago e o intestino em vasos sagrados chamados
de VASOS CANOPOS, cada um sob a
proteção de um dos quatro
filhos de Hórus , eram também conhecidos
como os quatro Gênios Funerários. Os vasos
eram colocados nos túmulos orientados para cada
um dos pontos cardeais, sendo cada um deles associados
a uma deusa tutelar.

Amset,
com cabeça de homem, protege o fígado /
Sul / deusa tutelar Ísis.
Hapi,
com cabeça de babuíno, protege os pulmões
/ Leste / deusa tutelar Neit (deusa da caça).
Duamutef,
com cabeça de cão (chacal), protege o estômago
/ Norte / deusa tutelar Néftis.
Kebehsenuef,
com cabeça de falcão, protege os intestinos
/ Oeste / deusa tutelar Serket (deusa escorpião).
O
coração era lacrado no próprio corpo.
Os egípcios o consideravam como o órgão
tanto da inteligência como do sentimento e da personalidade
e portanto, seria indispensável na hora do juizo
final. Somente à alguém com um coração
tão leve quanto a pluma da verdade, o deus Osíris
permitiria a entrada na vida eterna.
Os
egípcios não davam nenhuma importância
ao cérebro. Após extraí-lo através
das narinas do morto, os embalsadores o jogavam fora.
Depois
de secar o cadáver com sal de natrão, eles
o lavavam e besuntavam com óleos e resinas conservadoras
e aromáticas, os óleos eram usados para
purificar o corpo e para agradar aos deuses. O ritual
de aplicação de óleos deixava o corpo
perfeito para ser usado na próxima vida. Logo após
envolviam o corpo em centenas de metros de tiras de linho,
entre essas tiras eram colocados diversos amuletos para
ajudar o morto na passagem para vida eterna, que protegiam
contra inimigos e dêmonios do mundo subterrâneo.
Antes
da múmia ser colocada no túmulo, um sacerdote
funerário celebrava a cerimônia
da abertura dos olhos e da boca, a fim de devolver
à vida todos os sentidos do morto. Este ritual
representava tanto o método pelo qual Hórus
trazia seu pai Osíris à vida, assim como
a abertura simbólica do renascimento da alma. Este
ritual capacitava à alma a chegar no Hall do Julgamento
no Mundo dos Mortos.
O
nome da pessoa era gravado na base de uma estatua esculpida
na intenção de criar um ser que teria vida
permanente, assegurando a imortalidade, por acreditar-se
que a pessoa também vivia através do nome.
Esta estatua era colocada na tumba que servia para refúgio,
caso a vida não pudesse permanecer na múmia.
Nas tumbas esporadicamente eram
colocadas oferendas ao morto, onde havia todo conforto
que alguém poderia querer.
Havia
um esplêndido conjunto de objetos religiosos e funerários:
sarcófago, a máscara do morto, as deidades
protetoras que guiariam o morto através do Mundo
dos Mortos e os textos instrutivos e pinturas com as formulas
mágicas e seus significados para o morto poder
entrar na vida após a morte. Na tumba de uma pessoa
comum poderia ter muitos corpos. Pessoas que não
eram ricas frequentemente eram enterradas conjuntamente,
na tumba esquecida de um aristocrata. Estes eram simplesmente
embrulhados em linho e enterrados na areia.
Jogos eram um passatempo favorito no antigo Egito e muitos
tabuleiros foram encontrados na tumba de Tutankhamon.
Para
os egípcios era muito importante à vida
após morte, eles acreditavam na existência
de um outro mundo.
A
vida eterna começa no túmulo, com uma viagem
pelo mundo subterrâneo. Primeiro o Ka
(Força Vital), deixa o corpo acompanhado
após o enterro pelo Ba (Alma).
Hórus conduz o Ba (Alma)
através dos portais de fogo e da serpente até
o Julgamento.
Anúbis
juntamente com Ísis iam buscar o morto e faziam
a travessia do rio Nilo em uma balsa até o O
SALÃO DAS DUAS VERDADES,
onde havia um tribunal e este era julgado por Osíris,
Ísis, Thot, Maat e mais 42 deuses assessores. Onde
o morto fazia 42 confissões negativas.

Assim
colocado na balança o coração de
um lado e uma pena do outro, o coração não
podia ser mais pesado que a pena. Para os egípcios
o coração representava a consciência
do homem. Todas as ações boas e más
ficavam gravadas no coração.
Quem
não era condenado o Ka (Força Vital) voltava
ao corpo e se fosse condenado era arremessado a Ammut
(o mostro crocodilo) que o devorava e não haveria
reencarnação.
Se
o coração equilibra com a pena da verdade,
o Ba e o Ka reúnem-se para formar um Akn, ou espírito,
que emerge do mundo dominado pelo Osíris coroado.
O Akn encontra a vida eterna.
"O
Livro Egípcio dos Mortos".
http://www.youtube.com/watch?v=e1Yz413bO1k
A
base dos dez mandamentos de Moisés é o Livro
dos Mortos.
Thot:
"Aquilo que saiu de sua boca vale
como lei".
Assim
Thot descreve em seus papiros
(as fibras sagradas usadas nos textos funerários)
toda trajetória da alma no Tribunal
dos Deuses.

Senhor
da Mágia
"Quem
não tem tempo, não merece tê-lo”.
THOT,
deus da sabedoria, da palavras escrita, das medidas, do
tempo, das artes, das ciências.
Representado
algumas vezes com a cabeça de Íbis, que
parece uma cegonha segurando uma pena de escrever ou com
um babuíno. Como babuíno era associado à
lua e à noite. Assim como a lua ilumina a escuridão
da noite, Thot dava ao morto fórmulas para guiá-lo
de forma segura pelo Mundo dos Mortos.
Hieróglifos
deriva das palavras gregas "hierós",
que quer dizer "sagrado", e "glýphein"
que significa "escrita".
Para
os antigos egípcios esta escrita
sagrada ou hieróglifos, teria sido elaborada
pelo deus Thot, o escriba dos deuses.

Os
hieróglifos eram usados de
várias formas: como ideogramas, fonogramas e determinativos.
Ideogramas
são figuras estilizadas representando um objeto.
Os
fonogramas era simbolos usados para representar o valor
sonoro.
O
determinativo não era pronunciado ao se dizer a
palavra, era uma ajuda visual para facilitar a compreensão
do significado.
Os
hieróglifos poderiam ser lidos da esquerda para
a direita ou vice-versa. Pessoas e animais sempre marcavam
o início da palavra.

AS
PROFECIAS DE THOT
As
profecias de Thot sobre as transformações
pelas quais passaria o mundo estão registradas
no LIVRO DE THOT, ou seja, um livro
em forma de lâminas, o TARÔ
ou TAROT.
Conta,
ainda, a história que Thot, compreendendo que o
tempo não havia chegado para os ensinamentos, colocou
o livro (lâminas) em uma caixa de ouro, esta numa
de prata depois marfim, bronze, cobre e finalmente numa
caixa de ferro depositando no fundo do Nilo.
Há
indícios de que entre os "vasos de ouro e
prata" que dizem Moisés ter trazido do Egito,
por ocasião do êxodo, estavam as lâminas
que compunham as paginas do livro, sendo mais tarde um
dos fundamentos da Kaballah, acrescida de letras hebraicas,
números e astrologia.
Cada
lâmina do Livro de Thot é um compêndio
de ideogramas, com conceitos universais que abrem a compreensão
na busca do autoconhecimento.
Os
egípcios tinham várias formas de adivinhar
o futuro, através de rituais sendo que as duas
mais populares eram as consultas aos oráculos e
a interpretação de sonhos.

Na
realidade a origem do Tarô é desconhecida.
Egípcios, Chineses, Indianos, Hebreus e outros
povos foram indicados como os que teriam, em tempos antigos,
criado essas 78 lâminas, de forte conteúdo
simbólico.
HISTÓRIA
DO ANTIGO EGITO
http://www.youtube.com/watch?v=oVQVhTqjSRc
MUSEU
EGÍPCIO DO CAIRO
http://www.youtube.com/watch?v=FeE-X8viC2s
Hino
à Osíris
“Louvado sejas tu, Osíris, Senhor da eternidade(...)Cujas
formas são múltiplas e cujos atributos são
majestosos(...). Ísis te abraça em paz e
afugenta os demônios da boca dos teus caminhos.
Voltas o rosto para Amentet e faças brilhar a terra,
como se fosse de cobre polido. Os que se deitaram(isto
é, os que morreram), levantam-se para ver-te, eles
respiram o ar e olham para o teu rosto, quando o disco
se levanta no horizonte; seus corações estão
em paz na medida em que te contemplam, ó tu que
és eternidade e perpetuidade!"
PARTE
DO HINO DE LOUVOR À RÁ, QUANDO SE LEVANTA
NA PARTE ORIENTAL DO CÉU:
“Homenagem
a ti que vieste de Quépera, Quépera, o criador
dos deuses. Tu te levantas, brilhas e alumias tua mãe,
a deusa Nut, és coroado rei dos deuses e tua mãe,
Nut, rende-te homenagem com ambas as mãos. A terra
na qual o Sol se põe te recebe com satisfação,
e a deusa Maat, te abraça assim de manhã
como na tarde. Possa Rá dar glória, poder,
triunfo e uma saída como alma viva(...).
ORAÇÃO
À DEUSA BASTET

ORAÇÃO
DE UMA DEUSA AOS DEUSES EGÍPCIOS
"Em
nome de Rá, Ísis, Osíris,
Hórus, Ptah, Thot, Tum,
Nut, Anubis, Hathor,
Eu sou Bastet, a
deusa dos mistérios da natureza".
ORAÇÃO
À NUT, DEUSA EGÍPCIA DO CÉU
"Ó
Nut do largo passo,
quando semeias a esmeralda, a malaquita,
a turquesa como estrelas!
Se tu és verde, eu também sou verde.
Verde como uma planta viva".
ORAÇÃO
À GRANDE MÃE
"Eu sou a Deusa, eu sou a bruxa
Eu sou aquela que ilumina e protege
O poder da Grande Mãe está dentro de mim.
Que a Grande Mãe
A Senhora do Norte
Encha de frutos a árvore da minha vida.
Grande Deusa que habita dentro de mim
Santifica cada palavra minha e cada ato meu
Afasta cada sombra de minha vida
Ilumina todas as minhas estações
Torna-me forte na dor
Torna-me bela no amor.
Que teu nome e teu poder
Sejam o meu nome e o meu poder.
Assim sempre foi, assim sempre será".
ORAÇÃO
À RÁ
"Senhor
dos tronos da Terra. Senhor da Verdade. Pai dos deuses.
criador do homem, criador dos animais.Senhor da existência.
Iluminador da Terra, que navega tranqüilamente nos
céus. Todos os corações se abrandam
ao contemplá-lo. Soberano da vida, da sáude
e da força! Adoramos teu espírito, o único
que nos criou".

ORAÇÃO
ÀS FORÇAS CÓSMICAS
"Eu me uno às forças cósmicas
No grande e eterno ciclo
Que tudo pode e tudo é.
Eu sou tudo.
Grandes forças cósmicas, descei sobre minha
alma
E torna-me poderosa.
Eu vos agradeço, minhas grandes forças cósmicas,
E vos entrego meu amor e minha força".

(Anúbis)
AMULETOS
São
talismãs que eram colocados junto a múmia
nas cerimônias funerárias para acompanhar
o morto a vida eterna, para os vivos representa a proteção
divina.
A
proximidade entre o povo e os deuses pode ser vista nos
amuletos, que eram disponíveis para quase todos,
com suas inscrições. Aforismos e declaração
de devoção eram gravadas nos amuletos.

DJED
A
palavra Djed significa em egípcio, estável,
durável. As colunas Djed indicam que a vida continua
e que a alma se erguerá sobre o declínio
da morte. Este símbolo representa a coluna vertebral
de Osíris decepada por Seth.

FLOR
DE LÓTUS
Na
cosmologia egípcia, o lótus era a flor da
criação primordial, o berço do sol
nascente em sua primeira manhã. Conta a mitologia
que a flor pediu ao deus-sol Rá que criasse o Universo.
A flor agradecida pelo desejo realizado passou a abrigar
o deus-sol em suas pétalas durante a noite de onde
ele sai ao amanhecer para iluminar a sua criação.

ANKH
/ CRUZ ANSATA
A
CHAVE DA VIDA
O
símbolo egípcio da vida eterna, um dos simbolos
mais importantes, ela aparece gravada nas colunas do Templo
de Karnac, Edfu, Templo de Luxor, Templo Hatshepsut e
em outros. E nas paredes dos túmulos e em cenas
pintadas nas paredes dos templos representam um deus estendendo
o ankh ao Faraó. Na simbologia da Ordem Rosa-Cruz,
representa a união entre o reino do céu
e a terra.

OLHO
DE HÓRUS
"UDJAT"
O
olho do deus Falcão Hórus, uma mistura de
olho humano com olho animal. Hórus teve seu olho
arrancado por Seth e depois restaurado através
da magia do deus Thot. É usado contra o mal, para
afastar os inimigos.

ESCARAVELHO
O
deus-sol também podia ser representado por um escaravelho
ou por um homem com um escaravelho no lugar da cabeça.
Representa Khepra e sua função era de mover
o sol. Simboliza a ressurreição, eram com
frenqüência encontrados em ouro nos túmulos
egípcios.
Khepra
quer dizer transformação. Está escrito
no Livro dos Mortos que o morto não será
traído por seu coração diante do
Tribunal Divino. Ele será declarado justo.
Quanto
mais a pessoa fosse importante em vida, mais amuletos
de escaravelho ele levava consigo para o túmulo.
Também encontramos escaravelhos em numerosas jóias.

OLHO
TURCO ou OLHO GREGO, ele é também
encontrado em todos os países árabes. É
muito comum ver Olhos Gregos ou Turcos pendurados em portas
ou como pingentes.
Em
turco, o olho é chamado de Nazar Bancugu, a palavra
Bancugu quer dizer "contas, rosário",
a palavra Nazar, da língua árabe é
emprestada pela Turquia, significa "visão".
Acredita-se
que quando existe um mau olhado, o olho absorve a energia
e se quebra protegendo a pessoa da negatividade. A forma
mais comum do amuleto é o olho de vidro azul. Acredita-se
que o mau olhado tem a cor azul, portanto o olho de vidro
da mesma cor seria o mais eficaz em desviá-lo.
Também é conhecido como O
OLHO QUE TUDO VÊ assim como o Olho de Hórus.

CHAMSA,
ou HAMSA, ou MÃO DE FÁTIMA.
É
um talismã usado por alguns muçulmanos que
acreditavam que ele pode afastar o mau-olhado.
Mão-de-Fátima:
o nome desse talismã muçulmano é
uma homenagem à filha do profeta Mohammed (Maomé).
Esse símbolo representa também Fé,
Oração, Jejum, Caridade, Peregrinação,
os 5 pilares do Islã. É a representação
da Justiça e Generosidade.

Samýra
Muraddy (Walderez)
Tel.: (11) 2098-3067 ou 9148-0435
Contato para consultas com hora marcada e também
contato para Eventos.

Fonte:
Alguns
trechos extraídos da tradução do
Livro que acompanha o Tarot Egípcio da Editora
Kier, feita por Marly Amorim Palavras.
 
Imagens
e pesquisas do Google:
www.oraculo.inf.br/thot/img/thot.jpg
www.rainbowcrystal.com
www.linsdomain.com
www.symbolworld.org
mitologia.blogs.sapo.pt
www.egiptologia.org
www.coljxxiii.com.br
br.geocities.com
altreligion.about.com
www.crystalinks.com
www.geocities.com
www.tafalado.com.br
www.meowornever.com
www.guardians-of-devotion.net/tulasi/lotus%20
www.losenigmas.com.ar/images/canopos.gif
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