
BABA
YAGA
Deusa
selvagem eslava do nascimento e da morte, que viaja por aí
montada num almofariz, uma escudela extremamente dura usada
com um socador para moer grãos e nozes. Tinha uma vassoura
que era para apagar seus rastros, evitando ser encontrada. Seus
modos são impetuosos e selvagens, profundos e penetrantes,
e podem ser interpretados como trituradores do que era exterior.
A casa de Baba Yaga apóia-se em pés de galinha
enormes e fica dançando e ajudam a viajar por outras
florestas. Seu tempo de morte era o outono, pois era a energia
vital presente no grão colhido. Na Rússia, essa
deusa foi transformada numa feiticeira que vivia no âmago
da floresta e comia crianças.
Era uma bruxa bem velha, com nariz de gancho, muita magra a
ponto de seus ossos serem salientes, olhos chamuscados como
carvão em brasa e com cabelos de cardo saindo do seu
crânio.
Baba
Yaga, era considerada uma deusa perigosa, pois muitas vezes
aparecia como uma pessoa cruel, mas outras como uma pessoa boa
que veio para auxiliar. Assumindo sua forma má, ela tinha
o costume de caçar homens de personalidade ruim. Esses
eram levados mortos para sua casa e lá eram revividos
por ela para serem devorados! Seus ossos eram utilizados como
vedação externa para sua casa e seus dentes eram
usados na fechadura da porta. No panteão eslavo era tratada
como deusa da Morte e tinha como lado masculino a criatura Koshchei,
O
Sem Morte. Baba Yaga não é portadora de uma lenda
única, pois aparece em várias histórias.
Fonte:
"O Oráculo da deusa" - Amy Sophia Marashinsky
www.wikipedia.org/wiki/Baba_Yaga
