BRÍGIDA,
que significa luminosa, é uma deusa tríplice do
fogo: o fogo da inspiração, da ferraria, da poesia,
da cura e da adivinhação.
De domínio muito grande e muito nobre, conhecida por
vários nomes, Brígida, Bríde, Briget, Briid.
Cultuada em todos os territórios que os celtas se instalaram,
era identificada como a deusa Principal, a Mãe dos deuses,
e por isso considerada como mãe de todas as coisas.
Sua
inspiração foi vital para os bardos (poetas) que
a invocavam livremente.
A
lenda diz que Brígida nasceu com uma chama que saía
do alto de sua cabeça, ligando-a com o Universo.
A
Santa Cristã e a deusa pagã Brígida se
fundiram na figura de Santa Brígida no ano de 450.
Santa Brígida, filha de um druida, era uma ferreira e
curadora (curava com ervas).
Como conhecedora dos mistérios é uma Divindade
vinculada à Bruxaria, já que as bruxas sempre
foram, na antiguidade, mulheres de avançada idade que
possuíam um vasto conhecimento sobre as propriedades
naturais e intrínsecas das plantas para todo o tipo de
uso medicinal.
Dezenove
monjas (sacerdotisas) guardam sua pira sagrada em Kildare, na
Irlanda. Diz-se que, no vigésimo dia de cada mês,
ela aparece e vigia pessoalmente o fogo.
"Deixe que eu me aproxime de você
através da bruma
através do fogo
através das plantas
através das fontes profundas
e abundantes com idéias
visões e palavras...”.
Fonte:
"O Oráculo da deusa" - Amy Sophia Marashinsky