A
leitura da borra de café derivou-se no mundo árabe
da leitura da xícara de chá (Teimancia) que era
praticada pelos chineses.
Existem
várias lendas sobre a origem do café. A lenda
mais conhecida é do pastor da Etiópia. Numa região
conhecida como Kafa (provavelmente tenha
surgido daí o nome de “Café”)
um pastor observou que as cabras ficavam mais espertas ao comer
o fruto da planta e começou a colher os frutos e preparar
a infusão para o seu consumo próprio, notando
também o mesmo efeito em seu organismo. A noticia foi
se espalhando e o cultivo do café foi se expandindo pelo
Oriente Médio.

Porém,
as propriedades energéticas do café não
foram as únicas observações dos árabes.
Eles também começaram a observar desenhos que
se formavam na xícara após tomarem o café.
Foram
os sumérios (antigo povo nômade da mesopotâmia
– atual Iraque, Assíria) quem espalharam este costume
pela antiga Armênia e após o Egito, Líbano,
Pérsia, Irã, Turquia, no sul da Rússia
e chegando até a Europa, através da onda imigratória.
Eram
usadas pelas odaliscas dos sultões que através
da borra de café previam qual odalisca seria a escolhida
para aquela noite.
E
assim a leitura da borra tem atravessado gerações.
Chegou à Europa no século XVIII, sendo a França
o primeiro país adotá-la.
Atualmente
a leitura da borra ainda é praticada na Turquia e nos
países do norte da África. Na Turquia, senhoras
lêem à borra em restaurantes. Os turcos são
especialistas no café.
SAMÝRA
MURADDY NA LEITURA DA BORRA DO CAFÉ.
http://www.olhosdebastet.com.br/

SAMÝRA
MURADDY / OLHOS DE BASTET
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