<%@LANGUAGE="JAVASCRIPT" CODEPAGE="1252"%> CULTURA CIGANA
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A Cultura Cigana

 

A cultura dos ciganos, representada por um conjunto de tradições e crenças, está em fase de constante mudança e, em alguns casos, está se desagregando de maneira irreversível perante a hegemonia da cultura da sociedade sedentária. Existem algumas mudanças que permitem prever um caminho em direção a uma tomada de consciência difundida entre Rom, Sintos e Gitanos.

No plano social e político, no decorrer dos últimos anos, foi-se delineando um amadurecimento, que resultou no surgimento de formas associativas e de movimentos de âmbito internacional.


Na metade dos anos 60, aconteceu a fundação da União Internacional Romani, seguida pelo surgimento de numerosas Organizações Ciganas, que apareceram no decorrer dos últimos 30 anos defendendo a causa da minoria cigana e tutelando sua cultura. Algumas delas contam com a participação conjunta de ciganos e gadjós, outras são geridas exclusivamente por membros das diversas comunidades ciganas.


Os ciganos viveram e vivem diante de uma realidade complexa e às vezes difícil de decifrar.
Em meio a situação de desagregação social e à perda de identidade, surge sinais contrapostos de esperança e de renovação que testemunham uma rebelião contra um destino amargo.


A defesa do direito à diferença, uma diferença que, no caso dos ciganos, pode conter aspectos que para muitos são difíceis de entender e de compartilhar. É preciso ter consciência de que tais formas de "desvio social" não são peculiares à cultura romani, mas freqüentemente, é conseqüência da secular rejeição oposta a eles pelas sociedades circunstantes.


Os ciganos constituem talvez o último desafio a um modelo de vida voltada à especulação e ao conhecimento: o futuro deles depende da boa vontade dos povos vizinhos. Eles continuarão a existir na medida em que a sociedade dos gadjós (não ciganos) não ficar indiferente às suas ansiedades, aos seus problemas e às suas aspirações.