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DEMÉTER
(Ceres em latim)
Deméter
ou Demetra , cujo nome significa “Porta de entrada para
o Feminino misterioso”, foi adorada como a Grande Deusa
muito tempo antes de os gregos patriarcais conquistarem os povos
que adoravam a Deusa que agora é a Grécia e impusessem
seu panteão olímpico dominado por Deuses masculinos.
Deméter é filha de Cronos e Réia, assentava-se
entre as doze divindades do Olimpo.
Como Grande Deusa, Deméter deusa da fertilidade, é
conhecida por criar a agricultura, por instituir a ordem social
e por seus ritos de mistério em Elêusis.
Casou-se com Zeus, seu irmão, e teve uma filha, Perséfone
("a de braços brancos"). Num belo dia de primavera,
Perséfone, foi capturada por Hades, deus do Inferno. Em
meio à dor e ao trauma emocional, Deméter retirou
sua energia vital da Terra, e veio o inverno. Durante o tempo
em que Deméter ficou fora do Olimpo a terra tornou-se estéril,
o gado morreu e os grãos não germinaram. Sem comida
a população sofria de fome e doenças.
Zeus persuadiu Hades a devolver Perséfone a Deméter.
Para induzir Perséfone a ficar, pois ninguém pode
voltar do Inferno depois de comer o alimento dos mortos. Assim,
foi-lhe permitindo voltar para Deméter durante seis meses
do ano. Os outros seis ela passava com Hades no Inferno. Quando
é chamada Proserpina. O primeiro período corresponde
à primavera, em que os grãos brotam, saindo da terra
assim como Proserpina. Neste período Perséfone é
chamada Core, a moça. O segundo é o da semeadura
de outono, quando os grãos são enterrados, da mesma
forma que Perséfone volta a ser Proserpina no reino do
seu marido.
Para
os gregos, Deméter era a criadora do tempo e a responsável
por sua medição em todas as formas. Seus sacerdotes
eram conhecidos como Filhos da Lua.
AS
TESMOFORIAS
O festival grego da “Tesmoforias” era celebrado anualmente
em outubro, em honra a Deméter e era exclusivo para mulheres.
Constituía-se de três dias de celebrações
pelo retorno de Core ao Submundo.
Neste festival, os iniciados compartilhavam uma beberagem sagrada,
feita de cevada e bolos.
Uma das características da Tesmoforia era uma punição
aos criminosos, que agiam contra as leis sagradas e contra as
mulheres. Sacerdotisas liam a lista com os nomes dos criminosos
diante das portas dos templos das Deusas, especialmente Deméter
e Ártemis. Acreditava-se que aqueles desta forma eram amaldiçoados,
morreriam antes do término de um ano.
O
primeiro dia da Tesmoforia era celebrado o “kathodos”
(baixada) e o “ánodos”(subida), um ritual em
que as sacerdotisas castas levavam leitões para serem soltos
dentro de grutas profundas cheias de serpentes e os restos decompostos
dos porcos do ano anterior eram recolhidos.
O
segundo dia era chamado de “Nestía”, nele as
mulheres jejuavam sentadas no chão, imitando a forma ritual
dos processos da natureza e, de acordo com uma perspectiva mitológica,
representando a dor de Deméter pela perda da filha, quando,
inconsolada, se sentou ao lado do poço. O ambiente era
triste e, portanto, não se usavam guirlandas.
No
terceiro dia, se celebrava um banquete com carne e os leitões
recolhidos (do ano anterior) eram espalhados na terra arada, e
se invocava a Deusa de belo nascimento, “kalligeneia”.
Fonte:
“Teoria da Conspiração”. / "O
Oráculo da deusa" - Amy Sophia Marashinsky.
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