Mitologia
Africana
IEMANJÁ
Rainha do Mar.
Iemanjá,
Iyemanjá, Yemanjá, Yemaya, Iemoja ou Yemoja, é
um orixá africano, cujo nome deriva da expressão
Iorubá "Yèyé omo ejá"
(Mãe cujos filhos são peixes), identificada no
jogo do merindilogun pelos odu ejibe e ossá, representado
materialmente e imaterial pelo candomblé, através
do assentamento sagrado denominado igba yemanja.
Além
da grande diversidade de nomes africanos pelos quais Iemanjá
é conhecida, a forma portuguesa Janaína também
é utilizada, embora em raras ocasiões.
Ela
é representada nas imagens com o aspecto de uma matrona,
de seios volumosos, símbolo de maternidade fecunda e
nutritiva.
Iemanjá
seria filha de Olóòkun, deus (em Benin) ou deusa
(em Ifé) do mar. Numa história de Ifá,
ela aparece casada pela primeira vez com Orunmilá, senhor
das adivinhações, depois com Olofin, rei de Ifé.
Iemanjá, cansada de sua permanência em Ifé,
foge mais tarde em direção ao Oeste. Outrora,
Olóòkun lhe havia dado, por medida de precaução,
uma garrafa contendo um preparado, pois "não se
sabe jamais o que pode acontecer amanhã", com a
recomendação de quabrá-la no chão
em caso de extremo perigo. E assim, Iemanjá foi instalar-se
no "Entardecer-da-Terra", o Oeste. Olofin-Odùduà,
rei de Ifé, lançou seu exército à
procura de sua mulher. Cercada, Iemanjá, em vez de se
deixar prender e ser conduzida de volta a Ifé, quebrou
a garrafa, segundo as instruções recebidas. Um
rio criou-se na mesma hora, levando-a para Okun, o oceano, lugar
de residência de Olóòkun (Olokum).
Deusa
do mar da cultura africana e caribenha, que dá a luz
catorze orixás ou espíritos. Originalmente conhecida
como Ymoja, a mãe do rio, na cultura ioruba da África
ocidental, ela é cultuada também no Brasil. Na
celebração do solstício de verão,
seus devotos vão às praias vestidos de branco
e entregam ao mar pequenos barcos carregados de flores, velas
e presentes. Às vezes ela aceita as oferendas e orações;
outras vezes manda-as de volta. Diz-se que aquelas que vão
à Mãe Iemanjá e se entregam a ela tem seus
problemas diluídos nas águas de seu abraço.
Na
Umbanda, é considerada a divindade do mar, além
de ser a deusa padroeira dos náufragos, mãe de
todas as cabeças humanas.
Em
Salvador (Bahia), ocorre anualmente, no dia 2 de Fevereiro,
uma das maiores festas do país em homenagem à
"Rainha do Mar". A celebração envolve
milhares de pessoas que, trajadas de branco, saem em procissão
até ao templo-mor, localizado próximo à
foz do rio Vermelho, onde depositam variedades de oferendas,
tais como espelhos, bijuterias, comidas, perfumes e toda sorte
de agrados. No dia 8 de dezembro, outra festa é realizada
à beira do mar baiano: a Festa de Nossa Senhora da Conceição
da Praia.
Outra
festa também importante dedicada a Iemanjá ocorre
durante a passagem de ano no Rio de Janeiro. Milhares de pessoas
comparecem e depositam no mar oferendas para a divindade. A
celebração também inclui o tradicional
"Banho de pipoca" e as sete ondas que os fiéis,
ou até mesmo seguidores de outras religiões, pulam
como forma de pedir sorte à Orixá.
Existe
um sincretismo entre a santa católica Nossa Senhora dos
Navegantes e a orixá da Mitologia Africana Iemanjá.
Em alguns momentos, inclusive festas em homenagem as duas se
fundem. No Brasil, tanto Nossa Senhora dos Navegantes como Iemanjá
tem sua data festiva no dia 2 de fevereiro. Costuma-se festejar
o dia que lhe é dedicado, com uma grande procissão
fluvial, isto acontece na cidade de Porto Alegre, capital do
Rio Grande do Sul.
Em
Cuba, Iemajá também possui as cores azul e branca,
é uma rainha do mar negra, assume o nome cristão
de La Virgen de la Regla e faz parte da Santeria como santa
padroeira dos portos de Havana.
Oração
de Iemanjá
“Iemanjá, Mãe das águas,
Abre as suas asas sobre nós!
Ilumina os nossos corações sedentos de amor e
paz.
Abençoa esse serviço espiritual que abraçamos
em nome da luz.
Vem,
Mãe querida!
Interpenetre os nossos pensamentos e os nossos sentimentos,
para dançarmos juntos na luz.
Que as suas águas curativas lavem as nossas mazelas.
E que as criaturinhas extrafísicas da natureza, sob o
seu comando, brinquem em nossos chacras acesos de amor.
Mãe
das águas,
Abençoa essa estrela bonita, que flutua acima de nossas
cabeças.
Essa estrela do Dharma que nos protege com as luzes do Oriente.
Renova os nossos votos de crescimento e nossas energias.
Faz a dança do universalismo quebrar os nossos preconceitos
e limitações.
Mãe
amada,
Que todos nós (encarnado e desencarnados), possamos ser
melhorados com as suas águas curativas.
Que haja a festa da luz em todos nós (em espírito
e corpo).
Iemanjá,
rainha espiritual,
Abre as suas asas sobre nós!
E abençoa esse nosso serviço espiritual.
Que todos nós sejamos lavados nas águas da bem-aventurança!
De coração aberto, com humildade e respeito, nós
agradecemos a sua proteção espiritual.”
Iemanjá
Odoiyá!
(fonte:
Wagner Borges)
Fonte:
Wikipédia e o livro: "O Oráculo da deusa"
- Amy Sophia Marashinsky
