Mitologia
Suméria e Hebraíca
LILITH
A Lua Negra.
Lilith foi originalmente a Rainha do Céu sumeriana, uma
deusa mais antiga que Inanna. Era representada com um aspecto
da Grande Deusa, associada a coruja. Na antiga Babilônia,
ela era venerada sob os nomes de Lilitu, Ishtar e Lamaschtu.
Os
hebreus incorporaram essa deusa e a transformaram na primeira
esposa de Adão, que se recusou a deitar-se debaixo dele
durante o ato sexual. Ela insistia que, por terem sido criados
iguais, eles deviam fazer sexo de igual para igual. Como Adão
não concordou, ela o deixou. Depois disso, na mitologia
Judaica, ela era descrita como um demônio. Ela é
acusada de ser a serpente que levou Eva a comer o fruto proibido.
Assim
dizia Lilith: ‘‘Por que devo deitar-me embaixo de
ti? Por que devo abrir-me sob teu corpo? Por que ser dominada
por ti? Contudo, eu também fui feita de pó e por
isso sou tua igual. ’’ Quando reclamou de sua condição
a Deus, ele retrucou que essa era a ordem natural, o domínio
do homem sobre a mulher, dessa forma abandonou o Éden.
Três
anjos foram enviados em seu encalço, porém ela
se recusou a voltar. Juntou-se aos anjos caídos onde
se casou com Samael que tentou Eva ao passo que Lilith tentou
a Adão os fazendo cometer adultério. Desde então
o homem foi expulso do paraíso e Lilith tentaria destruir
a humanidade, filhos do adultério de Adão com
Eva, pois mesmo abandonando seu marido ela não aceitava
sua segunda mulher. Ela então perseguiria os homens,
principalmente os adúlteros, crianças e recém
casados para se vingar.
Após
os hebreus terem deixado a Babilônia Lilith perdeu aos
poucos sua representatividade e foi eliminada do velho testamento.
Eva é criada no sexto dia, e depois da solidão
de Adão ela é criada novamente, sendo a primeira
criação referente na verdade a Lilith no Gênesis.
A
imagem de Lilith, sob o nome Lilitu, apareceu primeiramente
representando uma categoria de demônios ou espíritos
de ventos e tormentas na Suméria por volta de 3000 A.C.
Muitos estudiosos atribuem a origem do nome fonético
Lilith por volta de 700 A.C.
Ela
é também associada a um demônio feminino
da noite que originou na antiga Mesopotâmia. Era associada
ao vento e, pensavam-se, por isso, que ela era portadora de
mal-estares, doenças e mesmo da morte. Porém algumas
vezes ela se utilizaria da água como uma espécie
de portal para o seu mundo. Também nas escrituras hebraicas
(Talmud e Midrash) ela é referida como uma espécie
de demônio.
Na
Suméria e na Babilônia ela ao mesmo tempo em que
era cultuada era identificada com os demônios e espíritos
malignos. Seu símbolo era a lua, pois assim como a lua
ela seria uma deusa de fases boas e ruins. Alguns estudiosos
a assimilam as várias deusas da fertilidade, assim como
deusas cruéis devido ao sincretismo com outras culturas.
A imagem mais conhecida que temos dela é a imagem que
nos foi dada pela cultura hebraica, uma vez que esse povo foi
aprisionado e reduzido à servidão na Babilônia,
onde Lilith era cultuada, é bem provável que vissem
Lilith como um símbolo de algo negativo. Vemos assim
a transformação de Lilith no modelo hebraico de
demônio. Assim surgiram as lendas vampíricas: Lilith
tinha 100 filhos por dia, súcubus quando mulheres e íncubus
quando homens, ou simplesmente lilims. Eles se alimentavam da
energia desprendida no ato sexual e de sangue humano. Também
podiam manipular os sonhos humanos, seriam os geradores das
poluções noturnas. Mas uma vez possuído
por uma súcubus, dificilmente um homem saía com
vida.
Há
certas particularidades interessantes nos ataques de Lilith,
como o aperto esmagador sobre o peito, uma vingança por
ter sido obrigada a ficar por baixo de Adão, e sua habilidade
de cortar o pênis com a vagina segundo os relatos católicos
medievais. Ao mesmo tempo em que ela representa a liberdade
sexual feminina, também representa a castração
masculina.
Lilith
na Astrologia moderna é o nome de um ponto correspondente
ao apogeu da órbita lunar, ou seja, o ponto da órbita
da lua aonde ela se encontra mais distante da terra. Também
chamada " Lua Negra ". Por ser um ponto vazio e não
um astro propriamente dito, muitos astrólogos desconsideram
sua interpretação em um mapa astral.
Fonte:
Wikipédia e o livro: "O Oráculo da deusa"
- Amy Sophia Marashinsky
