"Todos
esses que aí estão atravancando o meu caminho,
Eles passarão,
Eu passarinho..."
"Não
te irrites, por mais que te fizerem...
Estuda, a frio, o coração a alheio.
Farás, assim, do mal que eles te querem,
Teu mais amável e sutil recreio..."
"Há
criaturas que não vivem estão apenas fazendo hora
para morrer".
"Se
as coisas são inatingíveis... Ora!
Não é motivo para não querê-las.
Que triste os caminhos, se não fora
A mágica presença das estrelas".
"Uma
vida não basta ser vivida: também precisa ser
sonhada".
"A
vida é o dever que nós trouxemos para fazer em
casa.
Quando
se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se
me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca
dourada e inútil das horas.
Desta
forma, eu digo: Não deixe de fazer algo que gosta devido
à falta de tempo,
a única falta que terá, será desse tempo
que infelizmente não voltará mais".

"O
MAPA"
Olho
o mapa da cidade
Como quem examinasse
A anatomia de um corpo...
(É
nem que fosse o meu corpo!)
Sinto
uma dor infinita
Das ruas de Porto Alegre
Onde jamais passarei...
Há
tanta esquina esquisita,
Tanta nuança de paredes,
Há tanta moça bonita
Nas ruas que não andei
(E há uma rua encantada
Que nem em sonhos sonhei...)
Quando
eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso
Que
faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar
(Deste já tão longo andar!)
E
talvez de meu repouso...
(Mário
Quintana)