MAEVE
Deusa da Caça e da Guerra.
Maeve,
cujo nome significa “intoxicante”, foi associada
à Irlanda, e representou a soberania do país e
seu centro mágico, Tara. Com o passar do tempo, ela foi
reduzida a Maeve a Rainha, que podia correr mais que os cavalos,
conversar com os pássaros e levar os homens ao ardor
do desejo com um mero olhar. No épico irlandês
Tain Bo Cuillaigne, Maeve (que se escrevia Medb ou Mebhdh) discute
com o seu rei sobre quem é o mais rico, uma vez que,
segundo o costume celta, o mais rico numa parceria é
o soberano. Ele venceu porque tinha um touro mágico.
Ela então decidiu roubar um touro vermelho mágico
para si mesma. Depois de várias batalhas e muito derramamento
de sangue, Maeve venceu o touro vermelho. Entretanto, quando
os dois touros se enfrentaram , estraçalharam-se um ao
outro em pedaços.
Reinou
sobre Connacht, e pertenceu ao Ciclo de Uster. Deusa da guerra
que participou efetivamente de vários combates, pois
as mulheres nesta época e nesta cultura, não eram
vistas como frágeis ou incapazes e lutavam bravamente.
Tinham o poder de escolha de seus maridos com seus respectivos
dotes, além disso, optavam pelo divórcio se estivessem
insatisfeitas ou infelizes. Este período foi anterior
ao surgimento do deus monista que deu origem à era do
patriarcado, portanto, até então as mulheres exerciam
outro papel na sociedade.
Fonte:
"O Oráculo da deusa" - Amy Sophia Marashinsky
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