MULHER
DO MILHO ou MÃE DO MILHO
Os
aborígines nativos e os povos do pueblo: os Arikana,
Pawnee, Cheyenne, Mandan, Hidatsu, Abnaki, Cherokee e Huron,
vêem o milho como uma deusa.
A Mulher do Milho reúne as figuras da Mãe do Milho,
da Donzela do Milho e da Mulher Amarela. Todas elas se relacionam
com o milho como um ser sagrado que se entrega ao seu povo para
sustentá-lo e nutri-lo. O deus criador dos arikana, Nesaru,
criou a Mãe do Milho a partir de uma espiga de milho
que cresceu no céu. A Mãe do Milho então
veio a Terra e ensinou ao povo como honrar as divindades e plantar
o milho.
Para
os Astecas seu nome é Chicomecóatl, traduzido
como "sete serpentes". As cerimônias dedicadas
a esta deusa são comemoradas no mês Huei Tozoztli
e seus templos são decorados com milho e as sementes
depositadas nele são abençoadas.
Era
chamada também de Xilonen ("A peluda"), referindo-se
às barbas do milho em vagem, ao ser considerada "Jovem
Mãe do milho macio" ou jilote; era assim protetora
de uma das fases do ciclo do milho. Xilonen também podia
ser chamada Centeocíhatl e fora casada com Tezcatlipoca
Outra
forma associada à Chicomecoatl é Ilamatecuhtli
("A senhora da saia velha"), a maçaroca madura,
coberta por folhas enrugadas e amarelentas.
Fonte:
"O Oráculo da deusa" - Amy Sophia Marashinsky
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