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SEDNA

 

Mitologia Xamãnica

 

SEDNA

Os Inuit da América do Norte (os esquimós) a chamam de Sedna, deusa do mar.
Sedna era uma bela mulher, mas não estava satisfeita com os muitos admiradores que a cortejavam.
Vivia com seu pai, um pescador, em meio a dificuldades.
Enfeitiçada por uma gaivota que lhe prometeu muitos alimentos e servas, ela foi viver com o povo dos pássaros. Em vez de receber o prometido, Sedna foi forçada a viver no meio da sujeira e da miséria. Quando o pai veio visitá-la, ela implorou que ele a levasse de volta para casa através das águas. O povo dos pássaros perseguiu os dois e, para salvar a vida da filha, o pai de Sedna jogou-se no mar. Como ela tentasse subir outra vez ao barco, ele cortou-lhe os dedos, que se transformaram em peixes e mamíferos marinhos.
Sedna se afogou e seu corpo foi para Adlivum, o submundo esquimó, lugar onde os mortos se purificavam para poderem ingressar em Quidlivun ( Terra da Lua), onde ficavam em paz eterna.
A beleza de Sedna era tão grande que encantou os seres do mar e ela então passou a ser a rainha das profundezas do mar, deusa do Mar. Sedna passou a ser a deusa de morte e vida, deusa dos mistérios profundos, deusa da Sabedoria.

Sedna, devido ao grande sofrimento pelo qual passou, tornou-se rancorosa, e quando alguém a ofende ela prende todos os animais para que ninguém possa pescar nem caçar. Um homem bravo, com poderes de xamã, deve então ir até o fundo do mar para pentear e desembaraçar os cabelos de Sedna - sujos e lodosos pelos pecados humanos que afundam na água. Sedna fica agradecida ao ter seus cabelos limpos e arrumados em duas grandes tranças e, por isso, liberta os animais para que a humanidade possa se alimentar outra vez.

 

Fonte: "O Oráculo da deusa" - Amy Sophia Marashinsky

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