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SIBILA

 

SIBILA

Sibila é o nome dado às mais célebres profetisas da antiga Pérsia, Líbia, Delfos, Samos, Ciméria, Eritréia, Tíbure, Marpesso, Frígia e Cumar. Sentada sobre os vapores insalubres de uma fenda da terra ou profundamente mergulhada no silêncio e na reclusão de sua caverna, Sibila devia dizer suas profecias em transe ou escrevê-las em folhas que depois eram dispersas pelo vento se ninguém viesse recolhê-las. Embora muitas vezes fosse esotérica e precisasse de uma interpretação mais profunda para ser entendida, a Sibila com o dom da profecia ligava o seu povo ao Divino.

 


Os oráculos da Sibila de Cumas foram reunidos em nove livros, que a profetisa ofereceu ao último dos sete reis de Roma, Tarquínio, o Soberbo, por um preço exorbitante. Como o rei recusasse a oferta, Sibila queimou três dos livros, oferecendo, posteriormente, os seis restantes pelo preço original. O rei negou a proposta novamente. Sibila, então, queimou mais três, apresentando os demais sem reduzir o preço. Surpreso por tamanha obstinação, o rei acabou aceitando a oferta. Os livros ficaram guardados no Templo do Capitólio em Roma, e eram consultados pelo Senado em todas as emergências. Mas, quando do incêndio do templo, também eles arderam.


Os primeiros escritores gregos só falam de uma Sibila. Acha-se que referem-se à Sibila Herófila, quem profetizo a guerra de Troya. Mais tarde foram surgindo outras, sempre com seu nome de procedência. A lista chega até dez:

Sibila de Samos
Sibila Herófila de Troya
Sibila do Helesponto
Sibila frigia
Sibila cimeria
Sibila délfica
Sibila de Cumas
Sibila libia
Sibila tiburtina
Sibila babilónica ou pérsica

 


Herófila era, na mitologia grega, uma Sibila oriunda de Marpesso, na chamada Trôade, região onde se situava Tróia. Era filha da ninfa Idea e de um pai mortal chamado Teodoro, pastor do monte Ida. Foi Herófila quem predisse a guerra de Tróia, anunciando que a responsável por ela seria uma mulher chamada Helena. Passou a maior parte de sua vida em Samos. Em seguida foi para Claros, cidade perto de Cólofon (uma das cidades onde se presume que Homero nasceu), e mais tarde para Delos e dali para Delfos, onde proferia seus oráculos sobre uma rocha.

 

ORÁCULO DE DELFOS

Apolo e Sibila


O oráculo de Delfos foi um grande recinto sagrado dedicado principalmente ao deus Apolo que tinha no centro seu grande templo, ao que iam os gregos para perguntar aos deuses sobre questões inquietantes. Situado na Grécia, na localização do que foi a antiga cidade chamada Delfos (que hoje já não existe), ao pé do monte Parnaso, no meio das montanhas da Fócida, a 700 m sobre o nível do mar e a 9,5 km de distância do golfo de Corinto.

Das rochas da montanha brotavam vários mananciais que formavam diferentes fontes. Uma das fontes mais conhecidas desde muito antigo era a fonte de Castalia, rodeada de um bosquecillo de laureles consagrados a Apolo. A lenda e a mitologia contam que no monte Parnaso e cerca desta fonte se reuniam algumas divindades, deusas menores do canto, a poesia, chamadas musas junto com as ninfas das fontes, náyades. Nestas reuniões Apolo tocava a lira e as divindades cantavam.

O oráculo de Delfos influiu em grande maneira na colonização da costa do sul da Itália e da Sicília. Chegou a ser o centro religioso do mundo helênico.

A Fócida ou Focia é uma antiga região do centro da Grécia atravessada pelo grande maciço do monte Parnaso. Em época da Grécia clássica uma parte desta região, a que está situada ao pé de dito monte, tinha o topónimo de Pyto (ou Pito). Este lugar é o conhecido como Delfos, isto é, Pyto e Delfos são sinônimos.
O porto de Itea era a porta ao mar mais próxima a Delfos.

O nome de Pito foi tomado da serpente Pitón que vivia em uma gruta destes lugares e à que o deus Apolo deu morte para apoderar de sua sabedoria e ser ele quem presidisse o oráculo. A mitologia conta que após dar morte à serpente, Apolo guardou suas cinzas em um sarcófago e fundou em sua honra uns jogos fúnebres que se chamaram Jogos Píticos. Mais tarde correu a lenda de que esse sarcófago se achava enterrado embaixo do ónfalos, pedra cujo nome significa "ombligo do mundo", no templo de Apolo em Delfos. Deste nome derivou o de Pitia ou Pitonisa, nome que se lhe foi dando às mulheres que interpretavam as respostas, isto é o oráculo. Ao templo de Apolo chamava-se também Pition e ao mesmo Apolo em Delfos se lhe chamou Apolo Pitio.
O topónimo de Delfos vem de Delfine, que era o nome do dragão mitológico que custodiava o oráculo dantes da chegada de Apolo. A partir do século IV a.C., começou-se a chamar Pitón em lugar de Delfine, ainda que em essência era a mesma personagem. São duas fases sucessivas da lenda. Seguindo o topónimo de Delfine, ao templo de Apolo chamou-se igualmente Delfinion.

Fonte:
http://www.templodoconhecimento.com
http://pt.wikilingue.com

Livro: "O Oráculo da deusa" - Amy Sophia Marashinsky